A história se repete: “Vem Pra Rua” e jornalistas sem noção querem “Fora Bolsonaro” sem bandeiras partidárias

Os golpistas do Vem Pra Rua não querem bandeiras de novo

Enquanto ninguém vai às ruas protestar contra Bolsonaro por causa da pandemia, os sommeliers de passeata e os oportunistas já começam a bulir com os granadeiros.

O Vem Pra Rua voltou com a canalhice de “não levar bandeira”. Aliás, “apenas a do Brasil”.

Golpista bom não envelhece. Cavalo velho não aprende truque novo.

Mariliz Pereira Jorge, a Dercy Gonçalves da Folha, foi ao Twitter dar seu parecer sobre o assunto. Mariliz é um caso raro de coerência na burrice.

Para ficar somente num caso, ela fez uma defesa famosa, pelos motivos errados, do direito de Danilo Gentili chamar Maria do Rosário de “puta” porque ela é “política”.

“Zero paciência pra quem acha que vai derrubar Bolsonaro levantando bandeira de partido, enxotando quem votou no Genocida e se arrependeu. Inteligência emocional -10. Quando leio essas coisas, entendo que as chances de impeachment sejam baixas. Pessoal não se une nem aqui fora”, escreveu.

(É curioso como todo idiota que sobe no palanquinho de rede social se acha um guia genial das massas).

A ausência de símbolos partidários nas “jornadas de junho” era parte do discurso raso antipolítica dos grupos fascistóides que acabaram sequestrandos os protestos.

O blablablá era exatamente esse que gente como Mariliz repete: as pessoas “comuns” seriam “enxotadas” etc e tal. Partidos malvados conspurcariam a “pureza” do movimento.

Eu vi quando, na Paulista, pitbulls chefiados por Marcelo Reis, dos Revoltados Online, partiram para cima de manifestantes da CUT.

Deu no que deu. Bolsonaro era o messias de fora do sistema.

O que Mariliz está querendo, no fundo, é alijar as organizações de esquerda do processo.

Tem que ser limpinho e cheiroso e só ter cidadão de bem. Afinal, políticos são todos corruptos e o gigante acordou.

Já vimos esse filme antes, talquei?

É preciso encampar o “Fora Bolsonaro”. Mas vamos combinar direito para que a estultice, misturada com a má fé, do pessoal da Mariliz e do Rogério Chequer (por onde andava esse sujeito, Jesus??) não prospere.

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