A importância da “Internacional Progressista” de Bernie Sanders, Varoufakis e, em breve, Haddad. Por Kiko Nogueira

Haddad, Sanders e Varoufakis: Internacional Progressista

 

Não poderia haver melhor momento para Fernando Haddad voltar à arena política do que na esteira do convite que recebeu para ingressar numa frente progressista mundial.

A ideia é do ex-ministro das Finanças da Grécia Yanis Varoufakis, que enviou-lhe uma carta.

Varoufakis encabeça o movimento ao lado do senador americano Bernie Sanders, do Partido Democrata.

O lançamento está marcado para o dia 1º de dezembro em Nova York.

O projeto de Sanders e Varoufakis começou a tomar forma em setembro como uma resistência à ascensão da extrema direita no planeta, representada, principalmente, por Donald Trump.

Num diálogo entabulado no jornal britânico The Guardian, em que um respondeu ao artigo do outro, descreveram a necessidade urgente de uma “Internacional Progressista” que pudesse reunir lideranças em torno de uma visão de prosperidade compartilhada, segurança e dignidade.

“Enquanto os muito ricos ficam muito mais ricos, as pessoas em todo o mundo estão trabalhando mais horas em troca de salários estagnados e temendo pelo futuro de seus filhos”, disse Sanders.

“Autoritários exploram essas ansiedades econômicas, criando bodes expiatórios que colocam um grupo contra o outro.”

“Nossa época será lembrada pela marcha triunfante de uma Internacional Nacionalista que surgiu do esgoto do capitalismo financista”, aponta Varoufakis.

“Se também será lembrada por um desafio humanista bem-sucedido a essa ameaça depende da disposição dos progressistas dos EUA, da União Europeia, do Reino Unido e de países como o México, a Índia e a África do Sul para forjar uma Internacional Progressista coerente. ”

Ele sugere a criação de um conselho que elabore uma espécie de New Deal.

“Nossa tarefa não é sem precedentes”, afirma.

“Os fascistas não chegaram ao poder no entre-guerras prometendo violência, guerra ou campos de concentração”.

Para Sanders, “a solução, como Varoufakis aponta, é uma agenda internacional que una os trabalhadores em torno de uma visão de prosperidade compartilhada, segurança e dignidade para todos. O destino do mundo está em jogo.”

Em 30 segundos, os suspeitos de sempre estarão lembrando do cabo Daciolo: “Bem que ele falou da URSAL, tá vendo?!?”

 

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