A inacreditável explicação de Flávio Bolsonaro sobre as rachadinhas em seu gabinete

Atualizado em 7 de abril de 2026 às 21:51
O senador Flávio Bolsonaro (PL) sério, de camisa social branca
O senador Flávio Bolsonaro (PL) – Reprodução/YouTube

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na última segunda-feira (6) que as investigações sobre o caso de “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foram “espuma” e parte de um ataque à sua reputação. Além disso, declarou que não houve processo criminal contra ele e negou ligação financeira com assessores.

As investigações foram encerradas após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anularam, em 2021, as provas coletadas. No entanto, o arquivamento não incluiu análise de mérito sobre as suspeitas relacionadas às movimentações financeiras do senador antes de sua chegada ao Senado.

Flávio foi denunciado em 2020 pela Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro sob acusação de liderar uma organização criminosa. Segundo a investigação, o grupo recolhia parte dos salários de ex-funcionários do gabinete, com estimativa de desvio de cerca de R$ 6 milhões em recursos públicos da Alerj.

Em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”, o senador afirmou: “[Houve] toda essa espuma, todo esse ataque para tentar destruir minha reputação, e nunca teve início um processo criminal contra mim. Sabe quantas ligações financeiras tem com meus assessores? Zero. Sabe quantos assessores disseram que cobrei salário de volta para empregar no meu gabinete? Zero”.

Sobre o ex-assessor Fabrício Queiroz, apontado como operador do esquema, Flávio declarou que ele tinha autonomia para gerenciar parte da equipe. “O Queiroz cuidava de uma parte da minha assessoria […] Ele falou que, de algumas pessoas que ele tinha empregado, ele cobrava uma parte do salário, mas obviamente não tinha minha concordância. Ele fala que eu jamais tive conhecimento disso.”

Dados obtidos pelo Ministério Público do Rio de Janeiro indicaram que Queiroz depositou R$ 25 mil na conta da esposa de Flávio antes da quitação de parcela de um imóvel. Além disso, a investigação identificou depósitos em espécie que somaram R$ 281,5 mil e apontou uso de dinheiro vivo para pagamento de despesas pessoais, como impostos, móveis, passagens aéreas, plano de saúde e escola das filhas do senador.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.