A manchete combinada da Folha e do Estadão mostra que a “insistência” do PT em Lula está correta. Por Kiko Nogueira

Era uma vez um país chamado Brasil, em que jornais concorrentes davam a mesma manchete no domingo para atingir um inimigo em comum.

A chave está na palavra “insiste”, presente em ambas as chamadas.

Faltou um “puxa, vida!” ou, como gostava minha querida tia Maria Lúcia, já falecida: “Putz grila”.

No sonho dessa gente, o PT deveria fazer o que eles querem e sepultar Lula — independentemente do fato de que o TSE deu dez dias de prazo para a substituição por, no caso, Haddad.

Também deveria aceitar calado o que o tribunal decidiu e ir para um abatedouro cívico. Para o Estadão, isso é “afrontar” o Judiciário.

É curioso ler essa estupidez na Folha, que noticia cada processo contra si. O que é, de resto, seu direito, sem dúvida.

Esse estupor da mídia leva a situações nonsense como a dos comentaristas da GloboNews se queixando do excesso da presença do ex-presidente no noticiário, sendo que quem manda no noticiário são eles.

Nunca tanto recibo foi passado de que uma estratégia de um partido está correta.

 

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