A melhor notícia do Datafolha seria uma distância segura, mas moderada. Por Moisés Mendes

Atualizado em 20 de junho de 2026 às 8:03
Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O Datafolha divulga mais uma pesquisa hoje. Na consulta de 22 de maio, Lula estava com 47% e Flávio com 43%, na simulação de segundo turno. O melhor que pode acontecer é a manutenção dessa distância, ao contrário dos que desejam aumento da diferença.

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Lula precisa apenas preservar uma margem segura, sem uma goleada que não valeria quase nada em junho. Distanciar-se muito de Flávio pode significar que, num cenário até meio artificial de euforia amadora, o candidato ungido pode recuperar parte do terreno perdido mais adiante.

E mais adiante significa cada vez mais perto da eleição. Lula não pode abrir oito pontos de vantagem, como mostram outras pesquisas menos confiáveis, para que Flávio tenha a chance de atenuar essa distância e passar a mensagem de que se recupera às vésperas do primeiro turno.

A pesquisa que sai nesse sábado vem mais uma vez no contrapé de um fato que poderia ter impacto medido pelo Datafolha, mas só mais adiante. Não vamos ficar sabendo se o levantamento captará ou não o humor do eleitor em relação à denúncia de envolvimento do senador Jaques Wagner com Daniel Vorcaro.

Uma pesquisa no meio da próxima semana poderia nos dizer se a população sabe quem é Jaques Wagner fora da Bahia e se o nome dele é mesmo conectado ao de Lula, como a grande imprensa insiste em alardear.

Jaques Wagner e Lula – Foto: Reprodução/ND Mais

O PRÓXIMO CASO

Jaques Wagner fica nas manchetes enquanto os jornalões conseguirem esgarçar o caso, sempre citando Lula como amigo do baiano.

Mas logo será substituído por algo maior e mais próximo da velha direita e do fascsismo. O lugar dos rolos será sempre da família do dono da arma sem o parafuso da espoleta e do seu entorno.

Outros ocuparão esse espaço, mas só interinamente. Passa a Copa e teremos novidades. Até o estagiário do almoxarifado da Polícia Federal sabe.

(Mas Wagner deve pedir pra sair pra se defender longe de Lula. E parte das esquerdas deve parar de passar pano.)

DUELO

As esquerdas ficaram confusas com a situação de Jaques Wagner. É interessante o duelo da turma que passa o pano com os que pedem que ele saia logo de cena.

Os passadores de pano são mais emotivos.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/