A não cassação de Moro é um escárnio e envergonha o Brasil. Por Tiago Barbosa

Atualizado em 22 de maio de 2024 às 0:10
 Sergio Moro obteve uma vitória por unanimidade no TSE e não perderá seu mandato no Senado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A manutenção do mandato de Sergio Moro é um escárnio histórico com implicações tenebrosas para qualquer horizonte de justiça e democracia plenas no Brasil. É condescendência à corrupção das leis, à criminalização da política, à demonização da esquerda e ao fascismo germinado pelo uso do judiciário como arma contra o país, os desafetos e em nome do poder.
A blindagem costurada nos bastidores extrapola a punição – necessária! – do ex-juiz parcial e trampolim de extremista.
Chancela o pacto entre forças reacionárias – da mídia aos militares, do judiciário ao ministério público – contra a soberania popular contida nos votos surrupiados pela prisão de Lula, queda de Dilma e na licença à máquina de fake news bolsonarista.
É uma anistia oportunista sob um arranjo político nefasto em cujo núcleo estão os discursos de ódio, os impulsos golpistas e a apropriação do estado pelo extremismo.
Essa não cassação fere a história recém-cicatrizada pela constatação cada vez mais óbvia do golpe de 2016, da lawfare contra Lula e da ingerência dos EUA no Brasil refém do lavajatismo. Assombra o futuro. Ofende a história. Envergonha o Brasil.

Chegamos ao Blue Sky, clique neste link

Siga nossa nova conta no X, clique neste link

Participe de nosso canal no WhatsApp, clique neste link

Entre em nosso canal no Telegram, clique neste link