A PF está voltando aos tempos da Lava Jato, diz ministro do STF após vazamento de reunião

Atualizado em 15 de fevereiro de 2026 às 12:41
Plenário do Supremo Tribunal Federal. Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

O vazamento de um relatório da Polícia Federal envolvendo a relação do ministro Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro gerou forte insatisfação entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante uma reunião fechada, um dos ministros, que preferiu manter o anonimato, criticou a condução do caso pela PF, comparando a atuação da atual gestão à dos tempos da Operação Lava Jato. A afirmação de que “a PF está voltando aos velhos tempos de práticas da Lava-Jato” revelou o desconforto dos ministros com o tratamento dado ao episódio.

A afirmação de que “a PF está voltando aos velhos tempos de práticas da Lava-Jato” revelou o desconforto dos ministros com o tratamento dado ao episódio.

O vazamento, que trouxe à tona informações sensíveis, exacerbou as tensões entre o STF e a Polícia Federal, com a Corte questionando a forma como os dados foram expostos publicamente.

Edson Fachin e Dias Toffoli, ministros do STF. Foto: Antonio Augusto/STF

Para muitos ministros, o episódio não foi apenas um erro técnico, mas uma violação da confidencialidade necessária para o bom andamento das investigações, especialmente quando envolvem figuras de alto escalão da política nacional.

Esse incidente reflete uma crise institucional mais ampla, em que o STF, além de enfrentar desafios com relação à transparência e a divulgação de informações sigilosas, também se vê em um embate com a Polícia Federal sobre o respeito aos limites entre as instituições. O episódio coloca em xeque a autonomia e a conduta de ambas as partes, aumentando as dúvidas sobre a imparcialidade e os métodos usados nas investigações de figuras políticas de destaque.