
O Palácio do Planalto passou a destacar a nota 10 obtida pela Acadêmicos de Niterói no samba-enredo que homenageou o presidente Lula durante o Carnaval do Rio 2026. A mudança de foco ocorreu após a confirmação do rebaixamento da escola no grupo especial. Com informações de Fábio Zanini na Folha de S.Paulo.
De acordo com relatos de integrantes do governo, a orientação interna foi enfatizar o desempenho no quesito musical. A avaliação apresentada é que a nota máxima no samba-enredo representa reconhecimento técnico dentro dos critérios de julgamento.
Ministros afirmaram, sob reserva, que o resultado já era considerado provável nos bastidores. Segundo esses relatos, o argumento utilizado foi o histórico de escolas que, após subir ao grupo especial, retornam à série ouro no ano seguinte.
Também foi mencionada a diferença de estrutura entre agremiações. Auxiliares apontaram que escolas mais tradicionais contam com maior investimento em alegorias e recursos visuais, fator frequentemente citado em análises internas após as apurações.
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Dentro do governo, houve manifestações de preocupação sobre possíveis desdobramentos políticos. Integrantes relataram receio em relação à repercussão de trechos do desfile que geraram reações fora do universo carnavalesco.
O ponto mais citado foi a sátira envolvendo evangélicos, apresentada em uma das alegorias. A Frente Parlamentar Evangélica divulgou nota repudiando o desfile e classificando o episódio como “deboche criminoso” contra a fé cristã.
Parlamentares de oposição passaram a mencionar o desfile em declarações públicas e nas redes sociais. A crítica concentrou-se na associação entre a homenagem ao presidente e o conteúdo da apresentação.
Auxiliares de Lula afirmaram que o rebaixamento não interfere em comportamento eleitoral. Segundo esses relatos, o entendimento é que resultados carnavalescos não definem voto e tendem a permanecer restritos ao debate cultural e midiático.