
Um grupo de políticos ligados ao bolsonarismo atua há cerca de um ano para que os Estados Unidos classifiquem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Entre os principais articuladores estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesta semana, o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que considera as duas facções criminosas brasileiras como “ameaças significativas à segurança regional”, citando o envolvimento com tráfico de drogas, violência e crime transnacional. O governo norte-americano avalia desde o ano passado incluir os grupos na lista de organizações terroristas internacionais.
CONFIRMADO: Decisão do Departamento de Estado dos EUA sobre o PCC e o Comando Vermelho.
“Os Estados Unidos veem as organizações criminosas do Brasil, incluindo PCC e CV, como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento em tráfico de drogas, violência e… pic.twitter.com/fPZa0uXMcN
— Paladin 🎖 (@PaladinRood) March 10, 2026
Ao comentar o tema, Flávio Bolsonaro criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Combater o narcoterrorismo, sufocar o financiamento dessas facções e devolver a liberdade aos cidadãos deveria ser prioridade do governo Lula, mas o que vemos é o oposto. Lula protege os ‘anjinhos’ e ainda faz lobby para evitar que os Estados Unidos classifiquem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas”, afirmou.
Combater o narcoterrorismo, sufocar o financiamento dessas facções e devolver a liberdade aos cidadãos deveria ser prioridade do governo Lula, mas o que vemos é o oposto. Lula protege os “anjinhos” e ainda faz lobby para evitar que os Estados Unidos classifiquem PCC e Comando… pic.twitter.com/uVelgsy7ab
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) March 10, 2026
Eduardo Bolsonaro também comentou o assunto nas redes sociais nesta terça-feira (10). “Eu estou do lado daqueles que combatem narcoterroristas. Lula está do outro. E você?”, escreveu. A articulação política inclui encontros e agendas internacionais. Em novembro, os dois participaram de compromissos em El Salvador e se reuniram com o presidente Nayib Bukele.
Eu estou do lado daqueles que combatem narcoterroristas. Lula está do outro. E você?#goTrump https://t.co/v2s25f0lvo
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) March 10, 2026
O blogueiro Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo Bolsonaro, declarou recentemente que o grupo atua há mais de um ano para buscar cooperação internacional contra as facções. “Estamos há mais de um ano trabalhando para recebermos ajuda e libertar a população brasileira do jugo do CV e PCC”, disse.
Vejam que loucura, @BolsonaroSP . Estamos há mais de um ano trabalhando para recebermos ajuda e libertar a população brasileira do jugo do CV e PCC. Do outro lado, um lobby do governo Lula pesado em favor de quadrilhas narcoterroristas junto ao governo americano. Desesperador. pic.twitter.com/axZGQ6h0bD
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) March 9, 2026
O governo brasileiro se posiciona contra a classificação das facções como organizações terroristas. Segundo o entendimento do Planalto, a legislação brasileira define terrorismo como atos motivados por razões religiosas, ideológicas, políticas ou de preconceito.