A pressão do PT sobre o deputado bolsonarista acusado de estupro

Atualizado em 31 de março de 2026 às 21:01
O deputado bolsonarista Alfredo Gaspar. Foto: reprodução

Lideranças petistas seguem pressionando o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, pela acusação de estupro de vulnerável. Nos últimos dias, parlamentares defendem que o bolsonarista precisa se submeter a um exame de DNA. Para os petistas, esse seria o único jeito hoje de o deputado alagoano escapar da denúncia.

Segundo a ala governista, o material entregue pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) à Polícia Federal “não é furada” e é composto por dados concretos contra o relator. Assim, segundo o Metrópoles, eles avaliam que a única saída que Gaspar tem seria mostrar que não é pai de uma criança de 8 anos que, de acordo com a denúncia, é fruto da violência sexual. A denunciante é uma jovem de 21 anos que diz ter sido violentada quando tinha 14 anos.

De acordo com lideranças do PT, há um depoimento da moça que afirma ter sido violentada pelo deputado alagoano. Os petistas dizem ainda ter entregado à PF prints de conversas de Gaspar com um tio da suposta vítima. Diante dos dados, políticos como a própria Soraya e o deputado Rogério Correia (PT-MG) passaram a defender que o relator da CPMI se submeta, o quanto antes, a um exame de DNA conduzido pela própria Polícia Federal.

“Alfredo Gaspar, pare de falar e submeta-se a um exame de DNA, só isso! Suas ‘supostas/possíveis’ vítimas já estão sob a tutela do Estado, e o que lhe resta é produzir a prova, nada mais”, escreveu a senadora em suas redes.

Em coletiva nesta terça-feira (31), Gaspar disse que ligou para o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e se colocou à disposição para um teste de DNA, caso a corporação ache necessário para esclarecer a acusação. O deputado nega as acusações e afirma que a criança citada na denúncia seria fruto do relacionamento de um primo dele, então menor de 18 anos, com outra menina menor de idade.

A denúncia contra o relator foi revelada na sexta-feira (27), durante a última sessão da CPMI do INSS. Lindbergh protocolou uma notícia-fato na Polícia Federal acusando Gaspar por suposto estupro de vulnerável. Segundo a acusação, o parlamentar teria mantido relação sexual com uma garota que, à época, teria 14 anos. Dessa relação, teria nascido uma criança, que não teria sido reconhecida como filha pelo relator.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.