
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ao jornal britânico Daily Mail que o conflito com o Irã deve durar cerca de quatro semanas. “Sempre foi um processo de quatro semanas. Calculamos que levaria cerca de quatro semanas. […] é um país grande, levará quatro semanas – ou menos”, declarou, segundo a publicação.
Trump disse ainda que segue aberto a negociações com Teerã, embora não tenha indicado prazo. À revista The Atlantic, afirmou que a nova liderança iraniana demonstrou disposição para retomar conversas sobre o programa nuclear. “Eles querem conversar, mas eu disse que deveríamos ter conversado na semana passada, não nesta semana”, disse. Ao ser questionado se o contato ocorreria “hoje ou amanhã”, respondeu: “Não posso dizer isso”.
O programa nuclear foi apontado por EUA e Israel como justificativa para a ofensiva militar iniciada no sábado (28), que matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Segundo Trump, parte dos negociadores iranianos envolvidos nas tratativas recentes morreu nos ataques. “A maioria dessas pessoas se foi. […] foi um grande golpe”, afirmou.
O presidente americano também mencionou relatos de comemorações nas ruas do Irã e de manifestações de apoio no exterior, em cidades como Nova York e Los Angeles, sugerindo possibilidade de mudança interna no país. Ainda assim, reconheceu o risco: “Sabendo que é muito perigoso […] acho que é um lugar muito perigoso agora. […] há muitas bombas caindo”.

Em meio à escalada, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã está aberta a “esforços sérios” para reduzir tensões. Omã atua como mediador nas negociações nucleares e defendeu um cessar-fogo “de maneira que atenda às demandas legítimas de todas as partes”.
A ofensiva de EUA e Israel deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base na Crescente Vermelho. Explosões foram registradas em Teerã e outras cidades. O Irã respondeu com mísseis contra Israel e ataques a bases americanas; os EUA informaram que não houve militares feridos e que os danos foram “mínimos”. O Estreito de Ormuz foi fechado por segurança, e o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que “milhares de alvos” ainda serão atingidos, apelando à população iraniana: “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”.