
O instituto Quaest iniciou nesta quinta-feira (8) uma nova sondagem para medir as intenções de voto à Presidência da República com vista às eleições de outubro de 2026. O levantamento, contratado pelo banco Genial, ouviu presencialmente 2.004 brasileiros até domingo (11), com resultado previsto para ser divulgado na próxima quarta-feira (14). Com informações de Lauro Jardim, no Globo.
O custo da pesquisa é de R$ 466 mil, e este é o primeiro levantamento do ano eleitoral registrado oficialmente. A proposta é traçar uma fotografia inicial do cenário presidencial e testar o desempenho de potenciais candidatos em diferentes combinações de primeira e segundo turnos.
O questionário aplicado pelos pesquisadores começa por uma pergunta simples: se o entrevistado já definiu ou não um candidato. Em caso afirmativo, é solicitado que o nome seja informado. A partir daí, os entrevistados avaliam o grau de conhecimento e a rejeição de cada presidenciável listado.
Os nomes apresentados incluem: Aldo Rebelo, Flávio Bolsonaro, Lula, Ratinho Junior, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Tarcísio de Freitas. Os participantes dizem se “conhecem”, “não conhecem” ou “conhecem, mas não votariam de jeito nenhum” em cada um deles.

Com base nessa primeira etapa, a pesquisa testa sete cenários diferentes para o primeiro turno, alterando as combinações de candidatos. Também são consideradas alternativas como “não irei votar/vou me abster”, “branco ou nulo” e “ainda não decidi”. A sondagem deve trazer ainda projeções para possíveis confrontos em segundo turno entre os principais nomes avaliados.
O levantamento não se limita às intenções de voto. Ele também busca responder questões como: “Independentemente de quem vai receber o seu voto, você acha que Lula merece continuar mais quatro anos como presidente?”, “O que te dá mais medo hoje?” e “Quem você acha que vai vencer a eleição?”.
Outro ponto da pesquisa é medir o impacto da escolha de Jair Bolsonaro por seu filho Flávio como candidato oficial do campo bolsonarista. Entre os entrevistados que consideram essa indicação um erro, o levantamento apresenta uma lista de alternativas ao senador, que inclui nomes como Michelle Bolsonaro e Ronaldo Caiado.
Além das intenções de voto e da avaliação de candidatos, o estudo também vai medir a aprovação do governo do presidente Lula em temas como economia, preço dos alimentos, relações com a Venezuela e a gestão do presidente americano Donald Trump, fatores que poderão influenciar o desempenho eleitoral dos principais postulantes em 2026.