A que ponto descemos: bolsonaristas se revoltam ao ouvir que Bolsonaro tem pênis pequeno e Teich parece o Frankenstein

Frankenstein e Nelson Teich

Atenção, senhores. Vivemos para ver algumas das situações mais patéticas da história da política: o debate sobre, digamos assim, o pequeno dote de Jair Bolsonaro e a feiúra do novo ministro da Saúde, Nelson Teich.

Dias atrás, bolsonaristas ficaram revoltados por conta de uma publicação irônica que mostrava Jair Bolsonaro de roupa de mergulho, que evidenciava as partes baixas tão diminutas quanto sua cultura e inteligência.

Hoje, puxados por milicianos e semianalfabetos, os bolsonaristas atacaram jornalistas da Folha de S. Paulo, inclusive o diretor de redação Otávio Frias Filho, já falecido, para defender o indefensável:

Que o novo ministro da Saúde não é um homem feio de doer nem tem a fisionomia que lembra a de um personagem de filme de terror. Eles levaram a sério o que era uma brincadeira da internet.

Quem desceu mais baixo foi, como não poderia deixar de ser, o semianalfabeto Abraham Weintraub, um estúpido que já provocou crise diplomática por causa de um post racista.

Desta vez, fez troça com Otávio Frias Filho. “Atenção: ‘Jornaleco da família frias liberou tripudiar da aparência das pessoas! Seria justo caçoar da aparência de seus jornalistas, loucos para dar um furo (brincadeira)? Zombar dos hábitos da patota dos frias (sic)? Chacotar da própria famiglia frias (sic)? Qui mininu bunitu sô!!!’”, escreveu na postagem com foto de Frias.

Lembrado de que estava dando um golpe baixo, voltou à carga.

“Estou sendo criticado por não respeitar o frias (sic) que já morreu. É brincadeira. Pura diversão que vocês começaram. Além disso, o Frankenstein também já bateu as botas. Aproveitando: Qual dos dois é o mais orelhudo?”, escreveu no post com a foto de Frias ao lado da do personagem de ficção Frankenstein.

Frias faleceu de câncer no dia 21 de agosto de 2018. O semianalfabeto tentou corrigir um erro, não o de ordem moral, mas o de Português, no caso o tempo verbal.

“Oops: era o mais orelhudo (esses meus errinhos)”, comentou, numa demonstração de que é um sem-vergonha assumido quando se trata de sua relação com o idioma.

Os milicianos adoraram, mas mesmo quem não sente náuseas quando ouve ou lê “Weintraub” ou “Bolsonaro” criticou.

“Ministro é legal as postagem zoeiras (sic), mas posta mais também oq (sic) está fazendo pela educação básica. Queremos rir da #FolhaLixo claro, mas tb queremos saber sobre nossa educação tão mal tratada. Abraços sinceros”, disse uma.

O semianalfabeto tem tempo de sobra e, por isso, respondeu:

“Olhe meu Twitter. Tem um monte de ações. Anda até sério demais. Além disso, hoje é sábado.”

A jovem estava no Twitter.

Outro fez um questionamento mais específico: queria saber se ele vai adiar o Enem, por conta da pandemia.

Respondeu que não — e é quase certo que não mesmo. O semianalfabeto, como o chefe, é adepto do time do coronavírus e, se dependesse  exclusivamente dele, até as aulas presenciais já estariam liberadas. Os governos estaduais, as prefeituras e até o STF é que não deixam.

Uma jovem, educadamente, pediu que ele deixasse esse comportamento típico de 4a ou 5a. série, como lembraram alguns.

“Vc já ouviu falar sobre o conceito de postura profissional? Minha indicação respeitosa, você pode gostar”, sugeriu.

O sujeito, que dizia estar no Twitter brincando, não gostou e, com o semianalfabeto que é, escreveu:

“Lógico, que você está bloqueada”

Não tem noção de vírgula o infeliz.

A milícia também publicou foto do autor da reportagem da Folha, um texto inocente sobre memes na internet, e defendeu que Nélson Teich é bonito e o jornalista, feio.

A que nível descemos, Brasil.

Lembrou a irritação desse mesmo pessoal alguns meses atrás quando uma roupa de mergulho demonstrava o armamento de baixo calibre do capitão. Os milicianos disseram que a foto era enganosa, que a roupa de mergulho atrapalha, que era um problema de ângulo e outras bobagens.

Santo Deus!

Como sabem? E o que isso importa?

Bolsonaro com roupa de mergulho

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