A reação de Carluxo à transferência de Bolsonaro para a Papudinha

Atualizado em 15 de janeiro de 2026 às 19:56
Carlos Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro durante o debate da Band, em SP. Foto: ANDRÉ RIBEIRO/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Carlos Bolsonaro (PL) criticou nesta quarta-feira (15) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a unidade prisional conhecida como “Papudinha”, no Distrito Federal. A manifestação foi publicada pelo ex-vereador em seu perfil na rede social X.

Na publicação, Carlos Bolsonaro afirmou: “A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que o cumprimento de uma decisão judicial: transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura de Jair Bolsonaro e alcança o próprio conceito de justiça, proporcionalidade e Estado de Direito no Brasil”.

O ex-parlamentar também escreveu que Jair Bolsonaro “jamais descumpriu uma linha da Constituição” e afirmou que “condenar Jair Bolsonaro representa o maior dos absurdos”, segundo o texto divulgado na rede social.

Ao comentar as condenações relacionadas aos atos criminosos de 8 de janeiro, Carlos Bolsonaro declarou: “Jair Bolsonaro estava em Orlando, nos Estados Unidos, no dia 8 de janeiro. Não se encontrava na Praça dos Três Poderes. Portanto, não destruiu absolutamente nada”.

Na sequência, o filho do ex-presidente contestou os enquadramentos jurídicos aplicados e escreveu: “Não se pode falar em golpe sem ato executivo. Não se dá golpe em um domingo, contra prédios públicos vazios”, além de afirmar que “os participantes foram condenados sob a tese de crime de multidão, isto é, sem liderança”.

Por fim, Carlos Bolsonaro mencionou o estado de saúde do pai e afirmou que a decisão demonstra “desprezo às condições humanas e de saúde do condenado”, acrescentando que, segundo ele, trata-se de “mais uma condenação injusta”. A decisão judicial segue em vigor no âmbito dos processos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal.