
Carlos Bolsonaro (PL) criticou nesta quarta-feira (15) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a unidade prisional conhecida como “Papudinha”, no Distrito Federal. A manifestação foi publicada pelo ex-vereador em seu perfil na rede social X.
Na publicação, Carlos Bolsonaro afirmou: “A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que o cumprimento de uma decisão judicial: transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura de Jair Bolsonaro e alcança o próprio conceito de justiça, proporcionalidade e Estado de Direito no Brasil”.
O ex-parlamentar também escreveu que Jair Bolsonaro “jamais descumpriu uma linha da Constituição” e afirmou que “condenar Jair Bolsonaro representa o maior dos absurdos”, segundo o texto divulgado na rede social.
Ao comentar as condenações relacionadas aos atos criminosos de 8 de janeiro, Carlos Bolsonaro declarou: “Jair Bolsonaro estava em Orlando, nos Estados Unidos, no dia 8 de janeiro. Não se encontrava na Praça dos Três Poderes. Portanto, não destruiu absolutamente nada”.
Transferência de @jairbolsonaro para a chamada “Papudinha”:
Alexandre de Moraes, suas qualidades como ser humano não merecem ser enumeradas diante de tamanha maldade praticada contra o último presidente do Brasil que jamais descumpriu uma linha da Constituição e também contra os…
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 15, 2026
Na sequência, o filho do ex-presidente contestou os enquadramentos jurídicos aplicados e escreveu: “Não se pode falar em golpe sem ato executivo. Não se dá golpe em um domingo, contra prédios públicos vazios”, além de afirmar que “os participantes foram condenados sob a tese de crime de multidão, isto é, sem liderança”.
Por fim, Carlos Bolsonaro mencionou o estado de saúde do pai e afirmou que a decisão demonstra “desprezo às condições humanas e de saúde do condenado”, acrescentando que, segundo ele, trata-se de “mais uma condenação injusta”. A decisão judicial segue em vigor no âmbito dos processos conduzidos pelo Supremo Tribunal Federal.