
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve se reunir nesta tarde com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para tratar do novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A iniciativa ocorre após a Procuradoria-Geral da República enviar parecer favorável à concessão da medida por razões humanitárias, em função do estado de saúde do ex-chefe do Executivo.
Segundo informações obtidas em Brasília, Michelle pretende levar exames médicos recentes para que Moraes avalie a situação clínica antes de tomar uma decisão. A estratégia é reforçar o argumento de que o quadro atual exige acompanhamento permanente e que a permanência no sistema prisional pode representar risco ao tratamento.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou de forma positiva ao pedido feito pelos advogados do ex-presidente. O parecer foi encaminhado ao Supremo após solicitação do próprio ministro, que pediu análise técnica do órgão diante de um novo requerimento protocolado pela defesa na última semana.

No documento, a PGR sustenta que o estado de saúde do ex-presidente justifica a adoção de medidas excepcionais. O texto afirma que “está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-Presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”.
Os advogados argumentam que Bolsonaro tem 70 anos e que o ex-presidente precisa de vigilância médica constante, o que tornaria inadequado o cumprimento da pena em unidade prisional.
Na petição enviada ao Supremo, os defensores sustentam que a falta de monitoramento contínuo pode agravar condições já registradas. O pedido destaca que o quadro clínico pode sofrer piora repentina sem intervenção imediata, sobretudo diante de comorbidades anteriores e da necessidade de acompanhamento permanente.