A turma da velha Arena começa a cair sobre as facções da extrema direita. Por Moisés Mendes

Atualizado em 7 de maio de 2026 às 14:14
O senador Ciro Nogueira. Foto: Pedro França/Agência Senado

Já podem começar a contabilizar os danos devastadores do cerco a Ciro Nogueira. As sequelas no PP se estenderão pelo Brasil todo e pelo Rio Grande do Sul em particular.

Aqui, o PP se aliou à extrema direita do PL na disputa pelo governo do Estado, quando o que alguns líderes previam era uma aliança com o MDB.

As peças do dominó cairão a partir de Brasília e chegarão a Estados e municípios. Ciro Nogueira é o dono do PP, o partido com maior controle de prefeituras gaúchas, com prefeitos de 164 municípios de um total de 497.

O MDB tem os prefeitos de 125 cidades. Juntos, PP e MDB detêm o poder em 58% dos municípios gaúchos. Mas o PP, sem candidato, não quis apoiar Gabriel Souza, vice de Eduardo Leite e o escolhido do MDB.

Coronel Zucco e Bolsonaro

Aliou-se ao bolsonarismo do PL do Coroné Zucco (com 35 prefeitos) e está agora nessa enrascada. A vice de Zucco é a deputada estadual Silvana Covatti, do PP.

Vai ter gente da velha direita caindo sobre gente da nova extrema direita. O cerco a Ciro fará estragos também no bolsonarismo.

Não esqueçam que Ciro era o nome preferido de Flávio Bolsonaro para ser seu vice.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/