A única forma de evitar novos e talvez piores ataques físicos contra Eduardo Cunha é prendê-lo já. Por Paulo Nogueira

Prisão já
Prisão já

Eduardo Cunha corre risco de vida.

Não é exagero.

As chineladas que ele levou de uma senhora no aeroporto foram um alerta. Ninguém terá direito de se dizer surpreso se alguma coisa mais grave acontecer.

Ele é provavelmente o homem mais detestado do país. Cassou 54 milhões de votos da maneira mais abjeta possível. Foi central na interrupção dolorosa da frágil democracia brasileira. Mentiu, trapaceou, roubou. Transformou o Congresso num bordel.

Tudo isso com um riso cínico permanentemente colado no rosto.

Ele é um monstro moral. Até suas lágrimas são sujas e falsas.

Tudo isso é verdade. Mas mais verdade ainda é que devem ser categoricamente repudiados quaisquer ataques físicos contra ele — ou contra quem quer que seja.

Escrachar é uma coisa. No caso de Cunha, um ato plenamente justificado pelo seu conjunto de ações. Agredir é outra coisa — um atentado contra a civilização.

Tudo isso posto e pesado, a conclusão é esta. Há uma única forma de evitar o risco de novos e eventualmente piores ataques contra Cunha.

É prendendo-o.

Sua liberdade é uma afronta a todos os brasileiros. Torna ainda maior o ódio devotado a ele. É um insuportável sinal da impunidade de que gozam tipos como ele — servos da plutocracia. Funciona como uma provocação. E não estamos falando de um sentimento exclusivo de petistas. É uma raiva apartidária, amplamente espalhada.

Repito.

Existe uma única maneira de corrigir este enorme problema.

É prendendo — já — Eduardo Cunha.

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