A versão do ICE para mais um assassinato em Minneapolis

Atualizado em 24 de janeiro de 2026 às 16:05
Agentes federais isolam área em Minneapolis após operação de imigração que terminou com a morte de um homem durante abordagem

Autoridades dos Estados Unidos afirmaram que o homem morto a tiros por agentes federais em Minneapolis, no estado de Minnesota, estava armado e resistiu de forma violenta à abordagem policial. O caso ocorreu neste sábado, 24/01,  durante uma operação conduzida por agentes federais ligados à imigração.

Segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, os agentes tentaram desarmar o suspeito, mas enfrentaram resistência. Diante da situação, um dos agentes efetuou disparos considerados defensivos, alegando risco iminente à própria vida e à segurança dos demais policiais envolvidos.

Em comunicado divulgado na rede social X, o departamento informou que equipes médicas prestaram atendimento imediato no local. Apesar dos esforços, o homem foi declarado morto ainda na cena do confronto.

As autoridades federais afirmaram que a ação ocorreu durante uma “operação direcionada” em Minneapolis. O alvo da abordagem, segundo o governo americano, era um imigrante em situação irregular procurado por envolvimento em um caso de agressão violenta.

Agentes federais da imigração durante abordagem em Minneapolis, Minnesota, nos Estados Unidos, em 24 de janeiro.

O episódio acontece em meio a um contexto de aumento das operações de imigração em Minnesota, que vêm gerando protestos e forte mobilização de comunidades locais nas últimas semanas. A atuação de agentes federais tem sido alvo de críticas de autoridades estaduais e de grupos civis.

Até o momento, não foram divulgadas informações adicionais sobre a identidade do homem morto nem detalhes sobre o tipo de arma que ele portava. Também não há confirmação sobre a abertura de investigação independente para apurar a conduta dos agentes envolvidos.

O caso reacende o debate sobre o uso da força por agentes federais em ações de imigração, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas. Organizações de direitos civis têm cobrado mais transparência e critérios claros nessas operações.

As autoridades afirmam que novas informações poderão ser divulgadas após a conclusão dos relatórios internos e da análise do ocorrido. O caso segue sob acompanhamento das instâncias federais responsáveis.