“Absolutamente inverídico”: Toffoli nega ter gravado colegas no STF

Atualizado em 13 de fevereiro de 2026 às 15:25
Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Foto: Victor Piemonte/STF

O ministro Dias Toffoli negou as acusações de que teria gravado secretamente a reunião do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu sua saída da relatoria do caso Banco Master. Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, ele afirmou que o caso é “absolutamente inverídico”.

“Não houve nenhuma gravação da minha parte. Nada disso procede”, disse o magistrado. Ele afirmou que está indignado com as insinuações sobre a gravação, afirmando que não entende como surgiram essas suspeitas.

Toffoli alegou  que sempre foi discreto e que mal se comunica com a imprensa. “Quem me conhece sabe que sou absolutamente discreto e mal converso com a imprensa”, prosseguiu. Ele também afirmou que nunca gravou qualquer conversa e que não se envolve em relatórios sobre diálogos entre ministros, sejam pessoais ou institucionais. “Não gravo e não fico relatando conversa de ministros”, completou.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Foto: Rosinei Coutinho/STF

A acusação surgiu após uma reportagem do site Poder360 com declarações de ministros presentes no encontro de maneira literal e precisa, o que levantou suspeitas de que os colegas teriam sido gravados clandestinamente por Toffoli durante a sessão que decidiu sua retirada da relatoria do caso Banco Master.

Os ministros relataram à coluna que a situação gerou perplexidade e desconforto, especialmente porque os trechos divulgados pela gravação pareceram favoráveis a Toffoli e não refletiam a complexidade da discussão que ocorreu durante a reunião.

Os ministros chegaram a enviar a reportagem a Toffoli, que foi apresentada como uma prova de que a gravação realmente ocorreu. O texto foi publicado pelo site Poder360 à 1h28 da madrugada desta sexta (13).

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.