Ação dos EUA que sequestrou Maduro matou 40 pessoas na Venezuela

Atualizado em 3 de janeiro de 2026 às 22:26
Nicolás Maduro, vendado como refém dos EUA e Donald Trump, ao assistir a operação que sequestrou o presidente venezuelano. Fotomontagem


O jornal norte-americano “New York Times” informou que o ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela neste sábado (3) deixou 40 mortos. A ação do governo de Donald Trump resultou no sequestro de Nicolás Maduro. O presidente venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York após a operação.

Em pronunciamento, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos irão comandar a Venezuela até uma transição de governo e declarou que o país também controlará o petróleo venezuelano. Ele voltou a acusar o líder chavista de chefiar um cartel de narcotráfico. Segundo o presidente norte-americano, novas etapas da operação podem ocorrer.

A ofensiva ocorreu após meses de movimentações militares na região do Caribe. O ataque atingiu diferentes pontos de Caracas. Durante a operação, um navio de guerra dos Estados Unidos foi utilizado no transporte do casal para território norte-americano.

O governo Trump havia elevado para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro. Na ocasião, também houve reforço da presença militar norte-americana na região. De acordo com reportagens, agências de inteligência dos Estados Unidos estavam envolvidas no monitoramento do presidente venezuelano.

Segundo informações publicadas pela imprensa, tropas de elite dos Estados Unidos treinaram ações específicas para entrar no local onde o presidente venezuelano se encontrava. A CIA manteve agentes no país sul-americano e contou com um informante próximo ao presidente para indicar sua localização durante a operação.

Trump acompanhou o ataque a partir de Mar-a-Lago, na Flórida. O presidente norte-americano disse que não faria novas intervenções militares caso a nova presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, obedecesse às ordens americanas. Ele também divulgou imagens de Maduro após a captura.

A operação foi relatada por agências internacionais e fontes ligadas aos serviços de inteligência. A ação envolveu unidades militares, aeronaves e apoio logístico. O governo norte-americano afirmou que a missão tinha como um dos focos o combate ao narcotráfico.