Acredite: Moro vai ensinar os outros a agirem com correção. Por Moisés Mendes

Moro, se sentindo em casa

Sergio Moro vai conseguir o que Deltan Dallagnol tentou e não deu certo. Vai virar conferencista, num esquema muito profissional, com orientação de empresa especializada em formatar as carreiras de influenciadores, a Delos Cultural.

Moro vai tentar ir faturando, enquanto define sua situação como candidato ou não em 2022, ao lado de Huck ou de Doria ou do general Santos Cruz ou de Amoedo ou de quem estiver por perto.

Moro já tem agendadas 10 palestras até o fim do ano, além de um seminário que coordenará num banco para falar de compliance.

Sabe-se que, resumidamente, compliance é buscar cumprir normas, regulamentos e leis em todas as áreas, em qualquer atividade, principalmente nas corporações. É uma das modas do século 21.

Dito de outra forma, é estar atento ao que é certo, para evitar agir ilegalmente e contra o que seria ético ou reprovável.

As palestras devem ficar interessantes quando alguém perguntar a Moro como era o tal compliance de Curitiba em relação ao cumprimento de normas e leis quando de questões relacionadas com condução coercitiva, delações, prisões preventivas, grampos telefônicos, vazamento de informações e outras condutas.

Será interessante quando o juiz explicar por que um processo contra ele, por suspeição na condenação de Lula, hiberna no Supremo, onde as coisas funcionam com compliance e com tudo.

Moro quer fazer carreira como conferencista internacional. Dallagnol queria ganhar muito dinheiro aqui mesmo no Brasil.

Mas ninguém mais fala nada de Dallagnol, que também poderia entrar nessa área de compliance, mas com Power Point.

 

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