Acusado pelo governo Trump, Petro rejeita qualquer relação com o narcotráfico

Atualizado em 20 de março de 2026 às 17:18
Gustavo Petro, presidente da Colômbia. Foto: reprodução

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu nesta sexta-feira (20) às acusações levantadas nos Estados Unidos sobre suposta ligação com o narcotráfico e publicou uma resposta direta em sua conta no X. Na mensagem, afirmou que “nunca na minha vida falei com um narcotraficante” e disse que não existe na Colômbia nenhuma investigação que aponte relação dele com traficantes. Com informações da Reuters.

A declaração foi publicada depois de virem a público informações sobre apurações conduzidas por procuradores federais em Nova York. Segundo a Reuters, os procedimentos estão em estágio inicial e analisam suspeitas relacionadas a possíveis contatos de Petro com traficantes e a eventual entrada de recursos ilícitos em sua campanha presidencial, embora ele não seja apontado como alvo principal da investigação.

No texto, Petro disse que passou dez anos denunciando a ligação entre narcotraficantes e setores da política colombiana, em especial durante o período que definiu como “era do governo paramilitar”. Também afirmou que essa atuação colocou sua vida em risco e levou sua família ao exílio. A resposta foi construída com foco em apresentar sua trajetória política como oposta às estruturas que, segundo ele, mantiveram relações com o tráfico no país.

O presidente colombiano também rebateu suspeitas sobre financiamento eleitoral. Segundo a publicação, ele sempre deixou claro aos coordenadores de campanha que não aceitava doações de banqueiros nem de traficantes de drogas. Petro afirmou ainda que a apuração feita sobre sua campanha presidencial não encontrou “um único peso” proveniente do narcotráfico.

Na parte mais política da manifestação, Petro afirmou que a reação nos Estados Unidos poderá servir para desmontar acusações feitas pela extrema-direita colombiana. Na mesma linha, atribuiu a seus adversários vínculos próximos com narcotraficantes no país, levando a resposta para o terreno do confronto político interno.