Adélio Bispo fica em silêncio durante nova avaliação mental na prisão

Atualizado em 22 de agosto de 2026 às 11:30
Adélio Bispo após ataque a Jair Bolsonaro. Foto: reprodução

Adélio Bispo, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), recusou-se a responder às perguntas de uma equipe multiprofissional durante uma nova avaliação de sua saúde mental na Penitenciária Federal de Campo Grande. Os profissionais compareceram à unidade em 11 de junho.

Adélio concordou em receber a equipe, mas permaneceu em silêncio diante dos questionamentos. Relatos sobre o atendimento também apontam que ele apresentou agitação durante a avaliação.

Mesmo sem as respostas, os profissionais registraram observações sobre o quadro psiquiátrico. Uma psicóloga indicou psicose afetiva, condição que pode envolver perda de contato com a realidade, delírios ou alucinações.

Um enfermeiro e outra psicóloga classificaram o quadro como esquizofrenia e outras psicoses orgânicas. Uma assistente social também registrou esquizofrenia e relatou um comportamento que não constava nos registros anteriores.

Adélio Bispo durante julgamento. Foto: reprodução

Peritos identificaram deterioração do quadro psiquiátrico

A situação exige uma atualização da avaliação biopsicossocial de Adélio. O procedimento busca identificar necessidades de tratamento e atualizar o Projeto Terapêutico Singular, plano individual que orienta o acompanhamento do paciente.

O diagnóstico mudou desde o ataque contra Bolsonaro. Inicialmente, especialistas identificaram transtorno delirante persistente do tipo paranoide. Sete anos depois, peritos apontaram uma deterioração do quadro e o classificaram como esquizofrenia paranoide.

Um parecer elaborado no início deste ano descreveu grave comprometimento do contato de Adélio com a realidade, alucinações durante a maior parte do tempo e prejuízo funcional significativo. O laudo também afirma que ele não reconhece a própria doença nem compreende a necessidade de tratamento.

A Justiça considerou Adélio inimputável pela facada contra Bolsonaro. Por isso, ele cumpre medida de segurança, e não pena de prisão, e atualmente não há previsão de que seja colocado em liberdade.

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