
Adolescentes investigados pela morte do cão comunitário Orelha, registrada na Praia Brava, em Florianópolis, também são suspeitos de tentar afogar outro cachorro na mesma ocasião. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Santa Catarina, que apura os fatos ocorridos no litoral da capital catarinense.
Segundo as investigações, além das agressões que levaram à morte de Orelha, o grupo teria tentado matar um segundo animal, conhecido como Caramelo, que vivia na mesma área e era cuidado por moradores da região. A tentativa de afogamento teria ocorrido nas águas da Praia Brava, no mesmo dia do primeiro crime.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, Caramelo conseguiu escapar da agressão e sair do mar por conta própria. O animal foi encontrado com vida após o episódio e passou a receber cuidados.
A Polícia Civil incorporou a tentativa de afogamento ao inquérito principal, que já investigava os maus-tratos contra Orelha. O objetivo é apurar de forma completa a conduta dos adolescentes envolvidos e reunir elementos que esclareçam a dinâmica dos fatos.
Ulisses Gabriel informou ainda que decidiu adotar Caramelo após o resgate. Segundo ele, o cachorro está saudável e sob acompanhamento, não apresentando sequelas aparentes decorrentes da tentativa de afogamento.
As investigações seguem em andamento e, caso a autoria seja confirmada, o material será encaminhado à Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei. A apuração também busca identificar a possível participação de adultos nos episódios registrados na Praia Brava.