
O escritório de Maria Cláudia Bucchianeri, chefe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), recebeu R$ 33 milhões em 2025 do V3 Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios Multicarteira. A informação foi publicada pela coluna de Demétrio Vecchioli, no Metrópoles.
O fundo tem cotista único, classificado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como investidor não residente, cuja identidade não é divulgada publicamente. O V3 é gerido pela Vision Brazil e administrado pela QI Corretora, antiga Singulare.
O pagamento foi registrado em três notas fiscais, uma delas superior a R$ 29,4 milhões. Os documentos descrevem os serviços apenas como “honorários advocatícios”. Segundo a reportagem, o escritório não aparece como prestador no regulamento do fundo nem nos dois processos públicos examinados.
“A campanha do Flávio entregou?”
“Vai entregar”
“Quando????”
“Depois que a gente analisar”
“Mas não era esse o acordo”
E a advogada do Flávio Bolsonaro foge da entrevista… pic.twitter.com/mIcb7BKWdw
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) October 22, 2026
Bucchianeri afirmou que os valores correspondem a serviços privados regularmente prestados, com recolhimento dos tributos. Disse que a ausência do escritório nos documentos públicos não indica irregularidade, porque a maioria das informações e processos do fundo está sob sigilo.
A coluna também relatou a emissão de R$ 27 milhões em notas contra a Itaminas em 28 de junho de 2024, quando Daniel Vorcaro assinou o documento final de compra da mineradora.
A advogada atribuiu esses pagamentos a créditos acumulados em anos de atuação para a família Paz e suas empresas, sem relação com a venda. Negou ter prestado serviços ao Banco Master, a Vorcaro ou a empresas e fundos ligados a ele.