
Uma advogada de 42 anos é acusada por vizinhos de intimidar uma moradora dentro de um elevador, em um condomínio de Águas Claras, no Distrito Federal. A mulher também enfrenta relatos de perturbação do sossego, ameaças, chutes em portas e injúria racial, enquanto o condomínio pede à Justiça seu afastamento do imóvel. Com informações de Metrópoles.
Em vídeo obtido pelo Metrópoles, a advogada confronta uma antiga vizinha e afirma: “Imagina meu ódio por você, dessa sua cara nojenta”. A moradora, que pediu para não ser identificada, disse que a mulher teria apertado o botão do elevador para impedir que ela evitasse a conversa.
Segundo o relato da vizinha, a advogada a acusou de entrar em seu apartamento e furtar objetos. Ela também teria dito que a moradora e sua acompanhante deveriam voltar ao Rio de Janeiro, cidade natal da vítima, para preservar a privacidade dela com Elon Musk.
A mulher morava no apartamento cuja porta foi alvo de chutes em 20 de outubro, quando já havia se mudado. Ela afirmou que também sofreu golpes de uma placa de ferro na porta durante o período em que viveu no imóvel e que foi encurralada no elevador.
🚨 Advogada de toalha quase derruba porta de vizinha no chute em Águas Claras
Veja na coluna Na Mira, de @carloscarone78 https://t.co/MVmepn8Hba
— Metrópoles (@Metropoles) October 21, 2026
Moradores relatam chutes, ameaças e injúria racial
A atual ocupante do apartamento, de 30 anos, afirmou que a advogada bateu, gritou e chutou a porta por volta das 8h52 de 20 de outubro. “Precisei segurar a porta para impedir que ela caísse”, relatou a moradora, que vive no 10º andar havia cerca de seis meses.
Vizinhos dizem ouvir gritos nos corredores e falas em voz alta vindas do apartamento. Eles afirmam que acionam a Polícia Militar e o Samu durante os episódios e relatam que a advogada menciona Elon Musk em algumas das situações.
Em maio, outra moradora registrou boletim de ocorrência por injúria racial na 21ª Delegacia de Polícia, em Águas Claras. Ela afirma que a advogada a chamou de “preta suja” e relata duas ameaças de morte, além de uma tentativa de agressão presenciada por familiares.
O condomínio Edifício Uptown Residence apresentou à Justiça boletins de ocorrência, vídeos e relatos de moradores para pedir o afastamento da advogada, alegando que multas e notificações não resolveram os conflitos. Em junho de 2026, o desembargador Roberto Freitas Filho, do TJDFT, negou a retirada imediata por considerar a medida excepcional; o processo continua em análise, e a defesa da advogada foi procurada e ainda não se manifestou.