Advogado de Bolsonaro é condenado a pagar R$ 54 mil a condomínio

Atualizado em 28 de outubro de 2026 às 13:54
Frederick Wassef e Jair Bolsonaro. Foto: Antonio Molina/Estadão Conteúdo

A Justiça do Distrito Federal autorizou a liberação de R$ 54.853,11 bloqueados nas contas do advogado Frederick Wassef para o Condomínio Residencial Alta Vista, no Lago Sul, em Brasília. O valor cobre parte da cobrança por taxas condominiais em atraso ligadas à mansão do advogado.

Do total, R$ 48.097,27 irão para o condomínio e R$ 6.755,84 serão destinados à advogada que representa o residencial, a título de honorários. A execução cobra mensalidades não pagas desde 2022.

O juiz determinou que o condomínio apresente, em até cinco dias após receber os recursos, os cálculos atualizados da dívida com o desconto do montante transferido. A decisão afastou a dúvida levantada pelo cartório sobre a necessidade de atualizar a conta antes do saque.

Se o bloqueio não bastar para liquidar o débito, a Justiça fará novas buscas por valores nas contas de Wassef depois da transferência. O processo segue como execução de título extrajudicial movida pelo condomínio.

Condomínio Residencial Alta Vista, no Lago Sul. Foto: Reprodução

Execução começou com cobrança de cerca de R$ 46 mil

A ação começou com uma cobrança de aproximadamente R$ 46 mil em taxas condominiais atrasadas da Vivenda 51, imóvel de Wassef no Setor de Mansões Dom Bosco. Com juros, correção monetária e honorários, o débito superou R$ 54 mil.

Em setembro do ano passado, o advogado também recebeu condenação para pagar R$ 668,59 por débitos condominiais vencidos em 22 de outubro de 2024. Wassef tentou barrar a execução no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, mas o recurso não suspendeu a cobrança.

Wassef comprou a mansão em 2022 por R$ 3,7 milhões e fez uma reforma antes de se mudar para o local. Ele ganhou projeção nacional por atuar na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro.

A 3ª Vara Criminal de Brasília também condenou Wassef a 1 ano e 9 meses de prisão, em regime aberto, por injúria racial contra uma atendente de pizzaria em 2020. A Justiça substituiu a pena por restrições de direitos e fixou indenização de R$ 6 mil; procurado sobre a cobrança condominial, o advogado não havia se manifestado.

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