Advogado fundador do MBL declara voto em Lula em 2022

Atualizado em 3 de abril de 2021 às 9:52
Kim Kataguiri e Tiago Pavinatto em anúncio de live

O advogado paulista Tiago Pavinatto, membro fundador do MBL, declarou voto em Lula em 2022.

“Nunca gostei, pessoal e politicamente, do Lula… nem quando advoguei pra família Lula da Silva”, escreveu em suas redes.

“Nunca votei no PT e continuo não gostando do Lula, mas já declaro meu voto do ano que vem: Lula. Só não votarei nele se duas situações improváveis acontecerem: Temer ou FHC candidatos”.

Ativista LGBTQ, Pavinatto foi candidato a vereador neste ano e expurgado do movimento dos kataguiris juntamente com outras lideranças, como Fernando Holiday.

Em um breve perfil biográfico, assim ele se define:

Em 2006, quando o Youtube mal tinha começado, inventamos a primeira campanha política online que se tem notícia (a semente pra aquilo que, 8 anos depois, seria o MBL).

Me assumi gay na Faculdade em 2005 num debate de Centro Acadêmico. Não só gay, mas de direita (antes de qualquer coisa, sou Liberal… não essa coisa que bolsonarista chama de direita; eles são reacionários). (…)

Deixei o Diversidade em 2014, quando fiz o primeiro vídeo para o MBL (Movimento Brasil Livre). Estive no MBL da fundação ao impeachment da Dilma, saí em 2017 por discordância da sua aproximação com as bancadas da bala e da bíblia. Voltei pro MBL em maio de 2019, quando o Movimento reconheceu os erros de rumo entre 2017-2019, e, neste ano criei o MBLGBT.

Pavinatto figura na lista dos “detratores” do governo Bolsonaro ao lado de Renan Santos, o manda-chuva do agrupamento político.

Ganhou a admiração de Reinaldo Azevedo no tempo em que o jornalista era de extrema direita e chamava Lula de “apedeuta”, entre outras ofensas.

“Tiago Pavinatto, um dos coordenadores do Movimento Brasil Livre, foi ao programa ‘Pânico’, da Jovem Pan. Teve um desempenho brilhante — ele falou bem de mim, mas não elogio por isso”, escreveu Reinaldo na Veja.