
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado para relatar a ação movida pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que pede a instalação imediata de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara dos Deputados para investigar as fraudes envolvendo o Banco Master e o BRB.
O pedido, feito pelo deputado e ex-governador do Distrito Federal, foi apresentado após a coleta das assinaturas necessárias e o cumprimento das formalidades exigidas para a criação da comissão na Câmara.
Rollemberg acusa o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão em relação ao pedido, afirmando que não há outra CPI em andamento no momento e que a comissão para investigar o Banco Master é urgente.
Ele recorreu ao STF para garantir que a Câmara instale a CPI, já que o requerimento foi protocolado há alguns dias e, segundo o deputado, atende a todos os requisitos legais.

O sorteio do relator foi feito pelo sistema do STF, e o ministro Toffoli recebeu a responsabilidade de analisar o caso. Vale lembrar que, no mês passado, o magistrado havia se afastado das investigações sobre o Banco Master, após a Polícia Federal revelar que seu nome aparecia em mensagens no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.
Além das mensagens, Toffoli voou em um jatinho particular de um advogado do Master para assistir à final da Libertadores, em novembro de 2025. Um resort pertencente a uma empresa da família de Toffoli, a Maridt Participações, também teve cotas vendidas para a R.C. Empreendimentos, que pertence a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.
A saída de Toffoli da relatoria gerou discussões na Corte, mas o STF afirmou que não havia impedimento legal para o ministro atuar no caso.
Atualmente, as investigações sobre o Banco Master estão sob a relatoria do ministro André Mendonça. A terceira fase da operação, que ocorreu na semana passada, resultou na prisão de Vorcaro e Fabiano Zettel.