Agência de “Marcelão”, ex-chefe da comunicação de Flávio Bolsonaro, vai sair do BRB

Atualizado em 6 de junho de 2026 às 18:14
Ilustrativa
Marcello Lopes, o “Marcelão” ex-chefe de Comunicação de Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação

A agência Cálix, do publicitário Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, vai deixar o contrato de publicidade do BRB. Ele foi chefe de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto e deixou a função após o desgaste provocado pela relação do senador com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Segundo a Veja, o BRB abriu um novo processo de licitação para escolher as agências que prestarão serviços de publicidade ao banco pelos próximos cinco anos. A Cálix e a agência Um, que vinham atendendo a instituição, estão nos meses finais de atuação porque o contrato anterior chegou ao fim.

Marcello Lopes faturou durante a gestão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso em investigação sobre o caso Master. A apuração mira suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo operações entre o Banco Master e a instituição controlada pelo governo do Distrito Federal.

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Facha do Banco de Brasília, o BRB. Foto: Reprodução

A crise atingiu o BRB depois que a Polícia Federal passou a investigar a compra de carteiras de crédito ligadas ao Banco Master. Paulo Henrique Costa é suspeito de ter recebido propina milionária para favorecer operações com ativos do banco de Daniel Vorcaro.

O BRB afirma, segundo a reportagem, que manteve as agências Cálix e Um no quadro porque ambas já haviam sido avaliadas por concorrência pública, tinham histórico contratual, fluxos consolidados e mantinham preço considerado competitivo em relação ao mercado.

A saída da agência ocorre em meio à tentativa de reorganização do banco e ao avanço dos desdobramentos políticos do caso Master. A crise já havia provocado mudanças na equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro e ampliado a pressão sobre aliados ligados ao entorno do senador.

Laura Jordão
Estudante de Sociologia e Política na Fundação Escola de Sociologia e Política; escrevo pelo Diário do Centro do Mundo!