Agora, o diploma é o problema. Por Moisés Mendes

Atualizado em 23 de abril de 2026 às 9:16
Manchete do Globo. Foto: Reprodução

Esta chamada para a coluna de Thomas Traumann estava na capa do Globo desde as 11h de segunda-feira e poderia ser vista até as 21h de quarta-feira:

“O Paradoxo da Mobilidade: o filho da faxineira ganhou diploma, não achou emprego e está frustrado com Lula”.

Para quem só lê títulos, Lula seria o culpado pelo fato de que desde 2003 o PT proporciona acesso à universidade ao filho da faxineira, mas é o culpado por ele não ter encontrado emprego.

O diploma, pelo que está no título, é também o culpado pelos ressentimentos contra Lula.

Se Lula e Dilma tivessem oferecido apenas osso para a sopa e negado vacina para a mãe do rapaz, não teria sido assim.

Thomas Traumann sabe que diplomas sempre deram problema. Por isso Lula não tem diploma. O bom é ser Uber.

O presidente Lula
O presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

MALDITO

A expressão Faria Lima não aparece mais em manchetes dos jornais. A Faria Lima isso, a Faria Lima aquilo, a Faria Lima mandava e desmandava.

Não tem mais essa imposição de uma marca que está, sem volta, conectada ao PCC e à lavagem de dinheiro nas fintechs.

Hoje a Faria Lima apareceu de novo em algumas notícias sobre o plano de Flávio Bolsonaro de congelar o salário mínimo (sem ganho real, como Lula garante) e de cortar despesas com educação e saúde.

Para agradar a Faria Lima, dizem os jornais. Faria Lima sempre foi uma grife associada aos anseios da direita e agora é sócia também dos interesses do crime organizado.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/