AGU atende Erika Hilton e pede remoção de posts no X contra o PL da misoginia

Atualizado em 18 de abril de 2026 às 20:16
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

A Advocacia-Geral da União (AGU) notificou a plataforma X para remover publicações consideradas enganosas sobre o projeto de lei que equipara a misoginia ao crime de racismo. O pedido foi encaminhado na terça-feira (14) e partiu de demanda da deputada Erika Hilton (Psol-SP), presidente da Comissão da Mulher da Câmara.

Segundo a AGU, os conteúdos divulgados confundem dois projetos legislativos distintos. O Senado aprovou o PL 896/2023, enquanto os trechos compartilhados nas redes sociais pertencem ao PL 4.224/2024, que foi arquivado. A mistura de informações teria gerado interpretações incorretas sobre o alcance da proposta em discussão.

A notificação incluiu perfis como o “Não É O Léo Lins”, a jornalista Madeleine Lacsko e contas anônimas ou de paródia. De acordo com o órgão, as publicações “atacam” a “integridade do processo legislativo” e provocam distorções no debate público sobre políticas de combate à violência contra mulheres.

No documento enviado à plataforma, a AGU afirma: “Trata-se de tática consciente para gerar pânico moral e rejeição a uma proposta legislativa, substituindo o debate honesto pela propagação de falsidades. O dano transcende a imagem do Poder Legislativo, materializando-se na manipulação da pressão popular por meio de fraude”.

Em nota oficial, o órgão reiterou que as publicações “violaram as próprias diretrizes da plataforma X no que se refere à disseminação de desinformação” e que a medida teve como objetivo preservar o funcionamento regular do Congresso Nacional. A AGU também afirmou que a retirada dos conteúdos foi feita após análise da própria rede social.

A instituição destacou ainda que a iniciativa não configura censura. “A AGU repudia, de forma veemente, qualquer tentativa de interpretar essa iniciativa como ato de censura”, diz o comunicado. O órgão acrescentou que sua atuação busca conciliar a defesa das instituições com a garantia da liberdade de expressão e de imprensa.

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