Ala do STJ defende aposentadoria de ministro acusado de assédio sexual

Atualizado em 6 de fevereiro de 2026 às 14:53
O ministro do STJ Marco Buzzi. Foto: Divulgação

Uma ala do Superior Tribunal de Justiça (STJ) defende a aposentadoria do ministro Marco Buzzi. Para esses magistrados, essa seria a saída menos traumática diante da acusação de assédio sexual envolvendo uma jovem de 18 anos, filha de um casal de advogados com quem o ministro mantinha relação de amizade.

Segundo o jornal O Globo, parte dos ministros avalia, de forma reservada, que o caso é “muito grave”. Nesse entendimento, a saída de Buzzi ajudaria a pacificar o tribunal, enquanto a apuração dos fatos seguiria na esfera criminal.

Além da investigação em curso no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o caso tramita no Supremo Tribunal Federal por se tratar de autoridade com foro. O próprio STJ também instaurou uma sindicância interna.

Plenário do Superior Tribunal de Justiça. Foto: Rafael Luz/STJ

As acusações contra Marco Buzzi

De acordo com a denúncia, o ministro teria tentado agarrar a jovem enquanto estavam em uma praia de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Na quinta-feira, dia 5, a jovem prestou depoimento ao CNJ. Seus pais foram ouvidos no dia anterior. A oitiva durou cerca de duas horas.

Marco Buzzi afirma que foi “surpreendido com o teor das insinuações” e sustenta que elas “não correspondem aos fatos”.