Alckmin volta à cena política para atrapalhar os planos de João Doria. Por José Cássio

Alckmin e Doria. Foto: Alexandre Carvalho/A2img/Fotos Públicas

Em meio a diversas conturbações sociais envolvendo governos e líderes mundo afora, um pindamonhangabense anda todo pimpão: Geraldo Alckmin tem dito a amigos que é dos poucos políticos no Brasil que pode andar na rua sem ser molestado.

Após fracassar na eleição presidencial do ano passado – teve apenas 4,76% dos votos válidos, no pior desempenho do PSDB em 30 anos – o ex-governador de São Paulo se recolheu.

Começou a dar aulas e tentou manter um quadro de orientação de saúde e qualidade de vida no programa Ronnie Von, mas a coisa não emplacou porque a TV Gazeta cansou de botar dinheiro numa atração que era traço de audiência.

Agora, com as primeiras críticas já solapando o desafeto João Doria – prefeitos do interior reclamam que o governador não cumpre os acordos que foram formalizados na campanha -, Geraldo voltou à cena.

Está usando o escritório da filha no bairro de Itaim Bibi para receber correligionários e até liberou Pedro Tobias, ex-presidente estadual do PSDB, a lançar seu nome como candidato ao governo do Estado em 2022.

Nas quatro vezes em que disputou, como vice ou cabeça de chapa, saiu vitorioso.

Neste domingo, 27, Geraldo vai tirar a prova dos nove na rua: confirmou presença na XXV Brooklinfest, festa de rua alemã que reúne mais de 10 mil pessoas na região de Santo Amaro.

Em 2010, depois de ter perdido de forma vexaminosa a eleição para prefeito de São Paulo – ficou em terceiro atrás de Marta e Gilberto Kassab -, Geraldo também era dado como morto e enterrado.

Doce ilusão de seus adversários.

Concorreu ao governo pela terceira vez, após Serra renunciar para disputar a Presidência com Dilma, e venceu no primeiro turno.

Foi reeleito quatro anos mais tarde até naufragar miseravelmente no ano passado.

João Doria continua focado em direcionar suas ações de governo – e de marketing – na campanha presidencial de 2022.

Seu objetivo é lançar o vice Rodrigo Garcia ao governo do Estado para compor uma aliança nacional com o DEM de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e ACM Neto, prefeito de Salvador.

Só que com o ressurgimento de Alckmin o quadro embola três anos antes da disputa.

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