
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), foi citado em episódios relacionados aos casos Master, INSS e Carbono Oculto enquanto articula sua reeleição ao comando da Casa. A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, de O Globo.
A Presidência do Senado reagiu à publicação e afirmou que Alcolumbre não é investigado em nenhuma das operações mencionadas. Em nota enviada às 12h29, a assessoria acusou a reportagem de fazer associações sem apresentar provas ou elementos concretos contra o senador.
“O senador Davi Alcolumbre não é investigado em nenhuma das operações mencionadas”, declarou a Presidência do Senado. A nota também disse que investigações envolvendo terceiros não devem sustentar “suspeitas infundadas” contra o presidente da Casa.
O blog afirmou que não escreveu que Alcolumbre é investigado, mas o incluiu no “radar” dos três casos. No inquérito sobre o Banco Master, o senador teria sido citado nominalmente em mensagens trocadas com o empresário Daniel Vorcaro.

Ex-assessor e ação popular aparecem nos outros dois casos
No caso do INSS, um ex-assessor de Alcolumbre foi apontado sob suspeita de ter recebido R$ 3 milhões em um esquema investigado. A publicação não informou a identidade do ex-integrante da equipe do senador nem detalhou o vínculo atribuído a ele.
Na apuração conhecida como Carbono Oculto, Alcolumbre se tornou alvo de uma ação popular apresentada por Mauro Mattosinho, apontado como testemunha do caso. O processo pede à Justiça Federal a divulgação dos registros de entrada e saída de Roberto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, no Senado.
O pedido judicial sobre os registros de acesso foi apresentado há cerca de um mês, conforme a publicação. A ação popular busca tornar públicos os dados de circulação de Beto Louco nas dependências da Casa.
A menção aos três episódios ocorre durante a campanha de Alcolumbre para manter o comando do Senado. O colunista afirmou que o parlamentar conta com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa articulação.