
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou, nesta terça (3), o pedido para anular a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Lins Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A solicitação foi feita pela CPMI do INSS e aprovada no dia 26 de fevereiro.
Alcolumbre afirmou que a “suposta violação das normas regimentais não se mostra evidente e inequívoca” e que consultou a advocacia do Senado sobre o caso. A votação para aprovar a quebra de sigilos gerou controvérsias devido ao método utilizado, a votação simbólica, na qual os votos são contados visualmente, sem a necessidade de uma contagem exata.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), explicou que apenas os titulares tinham direito a votar, e a pauta foi aprovada com sete votos contrários. Ele reforçou que suplentes não participaram da votação e afirmou que a decisão foi legítima.
O processo, no entanto, causou um tumulto entre os parlamentares. Alguns membros do governo protestaram contra o resultado, chegando a se aproximar da mesa e gerando uma confusão. Durante o episódio, ocorreram empurrões e até socos entre deputados, como Rogério Correa (PT-MG), Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). O incidente levou à necessidade de separar os parlamentares envolvidos.
Sessão da CPMI do INSS é interrompida com confusão após a aprovação da quebra de sigilo de Lulinha. Acompanhe os detalhes em https://t.co/E7BkxmHjXJ pic.twitter.com/ij468GnKzB
— O Antagonista (@o_antagonista) February 26, 2026
Apesar do caos, Viana defendeu a legalidade da votação e alegou que seguiu o regimento do Senado à risca. Em entrevista ao Estúdio i, da GloboNews, ele afirmou que o processo de votação foi conduzido de acordo com as normas e que a pauta foi aprovada após uma derrota do governo no voto. Ele também criticou as alegações de irregularidade, mencionando que o resultado foi amplamente registrado e visível.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) alegou que a votação foi irregular e pediu a anulação do resultado. O presidente do Senado argumentou que a votação simbólica segue o princípio de contraste entre a maioria e a minoria dos presentes, e o resultado, que foi de 14 votos a 7, foi documentado pela TV Senado e pela secretaria da casa.
A CPMI também aprovou a convocação do ex-assessor de Alcolumbre, Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestarem depoimentos.