
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta terça-feira (2) que a PEC que acaba com a escala 6×1 não terá tramitação acelerada na Casa. Segundo ele, a proposta passará ao menos pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e os líderes partidários serão consultados na próxima semana para definir o andamento da matéria. Com informações da Folha.
Durante sessão no plenário, Alcolumbre disse que o Senado não tem obrigação de apenas ratificar a decisão tomada pela Câmara dos Deputados, que aprovou a proposta na semana passada por ampla maioria. O senador afirmou que a Casa precisa ter tempo para ouvir trabalhadores, empresários e setores envolvidos antes de deliberar sobre mudanças na jornada de trabalho.
A PEC estabelece duas folgas semanais obrigatórias, sendo uma preferencialmente aos domingos, e reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado em dois turnos no Senado por pelo menos 49 dos 81 senadores.

Nos bastidores, o governo Lula tenta acelerar a votação. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, tem mantido conversas com Alcolumbre para defender uma tramitação mais rápida. Já entidades empresariais pressionam pelo adiamento da análise para depois das eleições de outubro.
Alcolumbre também fez um desabafo sobre a pressão política e das redes sociais em torno do tema. Sem indicar posição favorável ou contrária ao mérito da proposta, afirmou que pretende conduzir o debate “sem açodamento” e que decidirá os próximos passos de acordo com sua avaliação e a dos senadores.