A liberação de milhões de documentos relacionados a Jeffrey Epstein, o financista pedófilo, tem lançado uma nova luz sobre a ligação íntima entre ele e Donald Trump. Entre as revelações ressurge um episódio de 1991 envolvendo a então jovem estrela do tênis Monica Seles, que, aos 17 anos, buscou refúgio na propriedade de Trump, Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, após um estranho sumiço de Wimbledon.
Os documentos liberados em janeiro e fevereiro de 2026 contêm mais de mil menções a Trump. Registros de voos indicam que ele utilizou o jato particular de Epstein pelo menos oito vezes na década de 1990, contradizendo suas declarações anteriores.
Depoimentos de vítimas de Epstein também trouxeram à tona alegações perturbadoras sobre o resort. Virginia Giuffre, por exemplo, em um depoimento de 2021, afirmou ter trabalhado em Mar-a-Lago quando adolescente e ter sido recrutada lá para os negócios de Epstein. Virginia se matou em abril do ano passado.
O Caso Monica Seles em 1991: refúgio na Flórida
Em 1991, Monica Seles, então com 17 anos e número 1 do mundo, chocou o mundo do tênis ao se retirar de Wimbledon alegando uma lesão não especificada. A decisão gerou especulação e mistério.
Logo após sua aposentadoria precoce, Seles e seus pais viraram notícia em veículos como o New York Post como hóspedes de Donald Trump em Mar-a-Lago.
Embora porta-vozes de Trump tenham negado qualquer relação romântica, a proximidade entre o empresário e a jovem atleta levantou questionamentos na época. Seles, que havia conhecido Trump no US Open de 1990, também foi vista em eventos de modelo associados a ele durante esse período.
Um trecho da matéria do New York Post fala o seguinte:
Quando perguntado se poderia estar surgindo um romance entre o empreendedor de 44 anos e a tenista loira, a fonte foi citada dizendo:
“Bem, ele não está interessado nela. Ele só acha a Monica uma boa menina e admira as habilidades dela no tênis.”
Em meio à controvérsia da estadia de Seles em Mar-a-Lago, o colunista Tony Kornheiser, do Washington Post, publicou um artigo em 4 de julho de 1991, intitulado “Prodígios do Tênis: A Bola Está na Quadra dos Pais”. Nele, Kornheiser fez uma observação profética: “Se ela fosse minha filha de 17 anos, eu não a quereria a menos de 8000 quilômetros de Donald Trump.”
O Testemunho de Jack O’Donnell
Jack O’Donnell, ex-COO do hotel Trump Plaza em Atlantic City, forneceu um testemunho adicional que reforça o padrão de comportamento. O’Donnell afirmou ter confrontado Trump na década de 1980 por aparecer no cassino com Jeffrey Epstein e uma tenista muito jovem.
O incidente, que O’Donnell descreveu para ilustrar a proximidade entre os dois homens, destaca a associação da dupla com jovens atletas e modelos.
Comentários e o contexto da época sugerem que a tenista era Gabriela Sabatini, que tinha 19 anos em 1989 e a terceira melhor do mundo.
A combinação das novas revelações dos documentos de Epstein com os relatos históricos sobre Monica Seles e Gabriela Sabatina mostra que Trump sempre foi um predador.
A estadia de uma atleta de 17 anos em sua propriedade e as alegações de vítimas de Epstein expõem o modus operandi de um criminoso sexual que deixou um rastro de estupros em seu caminho para a presidência dos EUA.
Holy shit, nevermind the Epstein files, this shit has been under our noses all along. 17-year-old Monica Seles staying at Mar-A-Lago in 1991… I’ve scoured the Internet for a cleaner clip of this and can’t find it… confirmed this in a newspaper I found from 1991 🧵1/2 pic.twitter.com/4u8WP4cJgI
— 🏴☠️Maddox🏴☠️ (@realmaddox) February 11, 2026
