Alexandre Garcia, ex-porta voz de Figueiredo, sai em defesa do general Mourão. Ora, que surpresa. Por Kiko Nogueira

Figueiredo e seu porta voz Alexandre Garcia: saudade do estábulo

Alexandre Garcia, ex-porta voz do general Figueiredo e hoje ocupando a mesma função com os irmãos Marinho, saiu em defesa do general Hamilton Mourão, vice de Bolsonaro.

Mourão afirmou em Curitiba que “uma Constituição não precisa ser feita por eleitos pelo povo”.

Mais: “Fazemos um conselho de notáveis e, depois, submetemos a plebiscito”.

No Twitter, Garcia deu sua força: “Já que estão discutindo o assunto, queria lembrar que a Constituição Americana foi feita por 55 notáveis, 39 dos quais a assinaram, dura 229 anos, teve só 27 emendas, e serviu de base para forjar a nação mais poderosa do planeta.”

Na verdade, ela foi promulgada em 1787 e ratificada dois anos depois pelos 13 estados americanos. Os notáveis foram designados como representantes num contexto em que não havia o Legislativo.

Foi a primeira no mundo a usar a palavra “povo” no seu preâmbulo.

Nós, o povo dos Estados Unidos, a fim de formar uma união mais perfeita, estabelecer a justiça, garantir a tranquilidade interna, promover a defesa comum, o bem-estar geral e assegurar os benefícios da liberdade para nós e para os nossos descendentes, promulgamos e estabelecemos a Constituição para os Estados Unidos da América.

Ficava claro, deste modo, que o poder emanava do povo e não de Deus, do rei, de militares, de um grupo de iluminados, dos sócios do Rotary, do PCC ou dos amigos do Alexandre Garcia.

Figueiredo, a quem Alexandre serviu com diligência e denodo, é aquele que falou o seguinte: “Prefiro cheiro de cavalo do que cheiro de povo.”

 

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