Alexandre Garcia tem de ir à CPI explicar como negacionistas ganham dinheiro com fake news no YouTube

Alexandre Garcia em seu canal

Falta alguém em Nuremberg.

O Google mandou para o senador Randolfe Rodrigues uma lista de vídeos que mais fizeram dinheiro com fake news durante a pandemia.

De acordo com Randolfe, trata-se de uma “ação orquestrada e com consequências diretas no agravamento do número de mortes pela Covid-19”.

No topo está o canal do YouTube de Alexandre Garcia.

Os dados enviados à CPI da Covid mostram que o bolsonarista da CNN Brasil arrecadou quase R$ 70 mil com suas cascatas criminosas.

Alexandre teve 126 vídeos deletados pelo Google.

Antes de serem retirados do ar, ele já havia faturado US$ 13.632,48 de lucro (o equivalente a R$ 69.798,30).

Quem também se destaca é a ex-jornalista Leda Nagle, além do delinquente Sikêra Júnior.

Não há como Alexandre alegar inocência.

Além do que foi eliminado pela própria plataforma, Alexandre tratou de seu livrar de gravações com teorias conspiratórias sobre as vacinas da covid-19.

Vários defendiam o tratamento precoce com cloroquina, ivermectina etc. Participações de médicos picaretas abundam.

Entre os títulos removidos, há coisas como “O marketing que naturalizou uma vacina” e “O cruel pedido para banir tratamento de Covid”.

Como funciona o esquema? Quem o orienta? Os laboratórios fazem propaganda?

A ver.

Cidadão de bem, preocupado com os rumos do Brasil e a saúde de seus compatriotas, Alexandre Garcia teria muito a contribuir na CPI.

Abaixo, um vídeo que Alexandre apagou, em que ele faz a apologia do “tratamento precoce”, mas foi reproduzido em outro canal: