
O presidente do Chile, José Antonio Kast, aliado político da família Bolsonaro, defendeu nesta quarta-feira (4) a manutenção da democracia e reafirmou que estará no Brasil para a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 5 de janeiro de 2027. A declaração foi dada ao Estadão, no Vaticano, após uma audiência com o papa Leão XIV.
“Tive a possibilidade de cumprimentar o presidente reeleito Lula, falamos com ele, e vamos estar também na sua posse, em 5 de janeiro”, afirmou Kast. O chileno se referia ao telefonema ao presidente brasileiro após o segundo turno de 25 de outubro, quando o petista derrotou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e conquistou o quarto mandato.
Kast também destacou a relação entre os dois governos. “Nós conversamos sempre sobre a manutenção da democracia. Quando o presidente Lula ganhou a eleição, pude me comunicar sobre a relação entre os dois países”, disse. “Tem sido uma relação muito boa, permanente e estável”, acrescentou. Ao felicitar Lula pelo resultado, o chileno havia defendido uma agenda conjunta de integração econômica e combate ao crime organizado na região.
Presidente do Chile defende ‘manutenção da democracia’ e diz que virá ao Brasil para posse de Lula → https://t.co/TZpl7EvLt0
José Antonio Kast, aliado político da família Bolsonaro, conversou com o ‘Estadão’ após participar de audiência com o Papa Leão XIV no Vaticano pic.twitter.com/LnK7IP9pmY
— Estadão 🗞️ (@Estadao) November 4, 2026
A entrevista ocorreu depois de Kast ser recebido por Leão XIV na manhã desta quarta-feira. O presidente chileno também se reuniu com o secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais do Vaticano, dom Paul Richard Gallagher.
Em março, Lula cancelou a viagem para a posse de Kast depois da confirmação de que Flávio Bolsonaro iria à cerimônia. O senador participou da posse no Chile, enquanto o governo brasileiro foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na época, Kast negou que o convite ao parlamentar representasse preferência pelo então pré-candidato do PL à Presidência.