Aliados de Flávio Bolsonaro apostam na volta da Lei Magnitsky contra Moraes

Atualizado em 28 de julho de 2026 às 20:41
Centrão avalia que Flávio Bolsonaro se encontra em uma situação delicada
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), junto de aliados bolsonaristas. Foto; Pedro Ladeira/Folhapress

Aliados de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acreditam que o governo de Donald Trump pode voltar a aplicar sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), antes da eleição presidencial. A expectativa cresceu com a nova escalada de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Com informações da coluna de Bela Megale, do Globo.

Há cerca de dois meses, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo apresentaram um pedido para que as sanções financeiras fossem restabelecidas. Os dois mantêm interlocução com integrantes do governo estadunidense e tentam recolocar Moraes entre os alvos de medidas individuais de Washington.

A aposta ganhou força após o Itamaraty negar vistos a Riley Barnes e Samuel Samson, dois funcionários do governo Trump que pretendiam visitar Brasília. O governo brasileiro avaliou que a missão poderia ser usada para questionar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.

O grupo de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos foi informado de que o governo Trump prepara uma reação à negativa dos vistos. Aliados de Flávio avaliam que, nesse cenário, sanções individuais contra Moraes podem voltar a ser consideradas.

O ministro foi incluído pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na lista de sancionados da Lei Magnitsky em julho de 2025. A medida bloqueava bens sujeitos à jurisdição estadunidense e restringia transações envolvendo empresas e cidadãos do país.

As sanções foram retiradas em dezembro, durante um período de aproximação entre Trump e o presidente Lula. Aliados de Flávio sustentam que a decisão foi um gesto do presidente estadunidense ao brasileiro e afirmam que ela não contava com o apoio de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos.

Até o momento, porém, o governo Trump não anunciou a retomada da punição nem confirmou que Moraes esteja novamente sob análise. A possibilidade descrita pela coluna representa a expectativa do grupo bolsonarista, e não uma decisão já tomada por Washington.

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