
Aliados próximos de Flávio Bolsonaro avaliam que a revelação sobre o financiamento de Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, caiu como uma “bomba” na pré-campanha do senador à Presidência. Integrantes do entorno do pré-candidato disseram ao blog de Gerson Camarotti, no g1 que se sentiram traídos por não terem sido informados do risco político envolvendo o caso.
As informações foram reveladas pelo The Intercept Brasil, que teve acesso a mensagens e a um áudio enviado por Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro em setembro de 2025. Segundo a reportagem, o dono do Banco Master pagou R$ 61 milhões para a produção entre fevereiro e maio daquele ano.
De acordo com a apuração, o dinheiro teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos ligado a um aliado de Eduardo Bolsonaro. O filme “Dark Horse” trata da trajetória política de Jair Bolsonaro e virou o centro da crise envolvendo o senador, o banqueiro e a pré-campanha presidencial do PL.

A avaliação no entorno de Flávio Bolsonaro é que o caso é “extremamente grave” e coloca o senador na defensiva. Aliados afirmam que, se ele tivesse informado o grupo em fevereiro ou março, ainda haveria tempo para uma substituição por Tarcísio de Freitas, caso o governador de São Paulo tivesse se desincompatibilizado do cargo.
O temor é que a crise provoque uma sangria na candidatura e reduza a competitividade de Flávio Bolsonaro. A reação já começou dentro da própria direita: Romeu Zema, também pré-candidato à Presidência, afirmou que ouvir o senador cobrando dinheiro de Vorcaro é “imperdoável” e “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.
Apesar da crise, aliados avaliam que Jair Bolsonaro deve insistir na candidatura do filho até o limite. A leitura é que o ex-presidente dificilmente trocaria alguém de sua própria família por outro nome neste momento, mesmo com Flávio Bolsonaro obrigado a se explicar durante a campanha.