Aliados temem “aloprada” de Bolsonaro e não acreditam em reação no 1º Turno

Atualizado em 23 de setembro de 2022 às 16:20
O presidente Jair Bolsonaro (PL)
Foto: Reprodução

Na reta final da campanha, o comitê de campanha do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) admitiu, nos bastidores, que já não há mais recursos para impulsionarem o candidato e tentar reagir contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo os colunistas do G1 Andreia Sadi e Octavio Guedes.

No último Datafolha, o petista permaneceu em primeiro lugar com 47% contra 33% de Bolsonaro das intenções de voto.

Sem uma suposta “bala de prata”, os assessores do Bolsonaro decidiram focar no aumento da rejeição do petista, porém, bolsonaristas mais radicais têm outros planos. Estimulam o presidente a continuar atacando as urnas eletrônicas e provocar um tumulto no processo eleitoral. Algum deles propõem uma enchente de ataques nas redes sociais.

Políticos do Centrão que participam da campanha creem que a estratégia é um “tiro no pé”. Nas palavras de um deles, “voltar a atacar as urnas é uma estratégia aloprada”.

Na noite desta quinta-feira (22), em entrevista à TV A Crítica, Bolsonaro já deu o recado e, novamente, voltou a mentir sobre uma suposta fiscalização de militares na chamada “sala cofre do TSE”. O presidente afirmou que as Forças Armadas “pretendem colocar técnicos deles dentro da sala cofre do TSE”.

Nos últimos meses, durante a campanha do chefe do Executivo, seus apoiadores espalharam diversas mensagens falsas promovendo que a apuração dos votos das eleições aconteceria nesta sala em questão. O computador que processa a totalização dos votos ficaria na “sala cofre”, e seria protegido e monitorado 24 horas por dia para garantir a sua segurança.

Bolsonaro apostou também no método de provocar o tumulto, e isso agradou radicais da campanha que não enxergam outra saída para o presidente em séria desvantagem nas pesquisas.

Segundo políticos do Centrão que integram a campanha do ex-capitão, a estratégia é um “tiro no pé”, já que o presidente está apenas perdendo votos e afastando os indecisos com tanto tumulto e adesão as “teorias conspiratórias”. Nas palavras de um político do Centrão, “voltar a atacar as urnas é uma estratégia aloprada”.

Para a campanha do PT, Bolsonaro continuará insistindo em divulgar fake news na reta final e poderá adotar medidas “desesperadoras”.

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