“Alien.gov”: governo Trump registra domínio sobre ETs e opositores apontam distração

Atualizado em 19 de março de 2026 às 10:04
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O governo dos Estados Unidos registrou os domínios “alien.gov” e “aliens.gov”, ambos com a extensão exclusiva para órgãos oficiais do país, em movimento que gerou repercussão e especulações. A iniciativa ocorreu na quarta-feira (18), cerca de um mês após o presidente Donald Trump determinar a divulgação de arquivos sobre possível vida extraterrestre.

Os registros foram identificados por um perfil na rede social Bluesky que monitora domínios federais e podem ser confirmados por plataformas públicas de consulta. Apesar disso, os endereços ainda não estão ativos. Questionada pela imprensa, a Casa Branca não forneceu detalhes e limitou-se a afirmar “fiquem atentos”, acompanhada de um emoji de alienígena.

A criação dos domínios ocorre após Trump anunciar, em fevereiro, que pretende abrir documentos sigilosos sobre fenômenos aéreos não identificados.

“Devido ao grande interesse demonstrado, instruirei o Secretário da Guerra e outros Departamentos e Agências relevantes a iniciarem o processo de identificação e divulgação de arquivos governamentais relacionados à vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)”, declarou.

O tema ganhou força dias antes, quando o ex-presidente Barack Obama comentou o assunto em entrevista. “Eles são reais, mas eu não os vi, e não estão sendo mantidos na… ‘Área 51’. Não há nenhuma instalação subterrânea, a menos que haja essa enorme conspiração e eles tenham escondido isso do presidente dos Estados Unidos”, afirmou.

Vista aérea da Área 51. Foto: reprodução

A chamada Área 51 é uma instalação confidencial da Força Aérea dos EUA frequentemente associada a teorias sobre extraterrestres. Documentos divulgados pela CIA em 2013 indicam, no entanto, que o local foi utilizado para testes de aeronaves espiãs durante a Guerra Fria.

Trump criticou as declarações de Obama e afirmou que o ex-presidente teria cometido um erro ao abordar o tema publicamente. Paralelamente, críticos passaram a questionar a iniciativa do atual governo.

O deputado Thomas Massie afirmou que a discussão pode servir como distração política.  “Eles lançaram mão da arma definitiva de distração em massa, mas os arquivos de Epstein não vão desaparecer, nem mesmo para alienígenas”, disse.

Nos últimos anos, o Pentágono intensificou investigações sobre relatos de objetos voadores não identificados. Em 2022, autoridades militares afirmaram não ter encontrado evidências de visitação extraterrestre. Um relatório mais recente, divulgado em 2024, reforçou essa conclusão ao apontar que a maioria dos registros corresponde a fenômenos naturais ou objetos mal identificados.

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.