Allan dos Santos se diz “preso político esquecido” e se compara a “vítima de estupro”

Veja o Allan dos Santos
Allan dos Santos. Foto: Reprodução

O bolsonarista Allan dos Santos, dono do site de fake news Terça Livre, está desesperado com sua prisão decretada. Agora a nova dele é inventar que é como uma “vítima de estupro” em um texto. Ele está completamente fora de si.

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Allan dos Santos se comparando a “vítima de estupro”

“Nenhuma característica da vítima de estupro pode ser RACIONALMENTE VÁLIDA para explicar o comportamento criminoso do estuprador. Isso significa que NÃO existe qualquer explicação razoável (racional) que aumente ou diminua a culpabilidade do agressor nesse caso específico.

O exemplo cruel que coloquei é para elucidar outros casos de natureza distinta, mas que podem ser facilmente compreendidos, tais como tentar especular que uma vítima de homicídio poderia caminhar em outras ruas que não àquela dominada pelo narcotráfico. Nenhuma pessoa normal daria algum tipo de diminuição da culpabilidade dos agressores dizendo que as vítimas poderiam ‘se vestir de modo menos atraente’, no caso estupro, ou ‘evitar andar na rua dominada pelo narcotráfico’.

Por mais óbvio que isso pareça, o debate público brasileiro e toda a sua classe falante faz exatamente o que não é normal: quando no auge de empatia à vítima — o que é raro —, iniciam a condenação do agressor dizendo as palavras mágicas ‘olha, eu nem concordo em tudo com a pessoa, mas o que fizeram com ela é um absurdo’.

Isso por si só já é sintoma de patologia de ordem psíquica. Visto que na defesa de uma vítima e condenando um agressor, nunca será fator substancial o que você acha ou deixa de achar da vítima agredida. Do contrário, estaria confessando que a agressão pode ser feita em determinadas circunstâncias, como a realizada por um amigo ou contra um inimigo.

Como só quem conhece as letras é capaz de evitar o uso de chavões, clichês ou palavras gatilho que induzam comportamento ao invés de simplesmente descrever as coisas como são vistas, é evidente que será mais fácil encontrar um orangotango recitando Shakespeare em praça pública do que uma pessoa na mídia falando que a grama é verde. O mesmo fenômeno ocorre nas universidades, no show business, nos cargos públicos etc.

A literatura não possui sequer glamour publicitário, presente em vários países de primeiro mundo. Vida intelectual no Brasil é sinônimo de vagabundagem, ócio e um misto de inércia com especulação inalcançável. Quando bem vista, serve em alguns momentos, mas logo é jogada de canto para a aceitação de uma ideia mirabolante de um analfabeto que obteve êxitos políticos ou financeiros. Como se fosse um elevado grau de genialidade ficar rico e obter cargos. Coisa que um dono de puteiro e um sindicalista criminoso conseguem com facilidade.

O livro A ORIGEM DA LINGUAGEM, de Eugen Rosenstock-Huessy, estabelece quatro partes da linguagem:

A. A linguagem da mídia: composta de chavões e frases feitas;
B. A linguagem das ciências: criadas para experiência pragmáticas em áreas muito limitadas da experiência humana;
C. A linguagem da propaganda comercial e política: destinada a induzir comportamentos e não a comunicar o que quer que seja;
D. A linguagem da tradição literária: SE conservada viva na produção constante de novas obras à altura da qualidade das consagradas pela tradição;

Destas quatro linguagens a única que realmente se preocupa em transmitir a realidade e que luta contra os clichês é a da LITERATURA, pois tem algo a ver com a experiência real e concreta.

Enquanto a sociedade brasileira não entender a importância de dar nome aos bois, será impossível reverter o decadente cenário atual. E isso não virá de um político ou seja lá o que for”.

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