‘Amei poder interpretar uma mulher tão ressentida e cruel’: Carey Mulligan e seu papel em ‘Inside Llewyn Davis’

Carey
Carey

Se fosse para escolher entre aparecer nua ou cantar na frente das câmeras, Carey Mulligan sempre optaria por tirar a roupa. Depois de já ter feito cenas de nudez em filmes como Shame e Em Busca De Uma Nova Chance, a atriz britânica confessa que cantar faz com que ela fique ainda mais encabulada.

Mas em seu novo filme, Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum, dirigido pelos irmãos Coen, ela precisou soltar a voz. E admite que teve ajuda de Justin Timberlake para isso.

“Justin fez tudo o que podia para me fazer sentir mais à vontade quando eu tinha que cantar”, diz Mulligan.”Ele foi muito útil no set e fez tudo isso ser menos doloroso.”

No ano passado, essa atriz de 28 anos atuou com Leonardo DiCaprio em O Grande Gatsby. Ela também fez Far From the Madding Crowd, dirigido por Thomas Vinterberg e co-estrelado por Michael Sheen.

Mulligan é casada com Marcus Mumford, 26, vocalista da banda de folk Mumford & Sons, com quem se uniu em uma cerimônia em uma fazenda na Inglaterra em abril do ano passado. No Grammy Awards deste ano, Carey deu a seu marido um abraço choroso quando sua banda ganhou o prêmio de “Álbum do Ano”.

Curiosamente, Mumford trabalhou na trilha sonora de Inside Llewyn Davis.

Carey, você cantou em Shame. Agora você está interpretando uma cantora folk em Inside Llewyn Davis. Quando é que vamos vê-la cantando ao vivo em um palco?

(Risos) Nunca! Eu alcancei o auge da minha carreira de cantora ainda no coral da escola.

Você odeia cantar, mas mesmo assim decidiu aceitar o papel nesse filme.

É uma ligeira contradição, mas quando você é convidada pelos irmãos Coen para trabalhar em um de seus filmes você tem que dizer sim. Eu sempre fui uma grande fã de seus trabalhos e tive a honra de fazer parte deste. Eu ainda não posso acreditar que eu estive em um filme dos irmãos Coen.

Conte-nos sobre Jean, a sua personagem.

Na verdade ela é bastante agressiva. Ela está constantemente irritada com Llewyn. Mas eu amei a oportunidade de atuar como uma mulher tão ressentida e cruel, porque normalmente eu sou escolhida para papeis muito mais carinhosos. Eu nunca interpretei alguém que está tão distante da minha própria natureza.

Você teve que fazer um teste para o filme?

Sim, eu fiz um teste para eles. Tudo aconteceu muito rapidamente. Eu só tinha o roteiro e eles me pediram para fazer um teste. Falei com os irmãos pelo telefone e me apavorei quando percebi que do outro lado da linha estavam os Coen. E então eu fiz o teste e eles me ofereceram o trabalho no dia seguinte.

Quais são os cantores de folk que você tem escutado ao longo dos anos?

Eu sou uma grande fã de Joni Mitchell. Ainda me lembro quando eu tinha 18 anos e não conseguia parar de chorar ao ouvir o seu álbum Blue.

Você já sábia que ia seguir carreira de atriz desde pequena?

Atuar tem sido minha obsessão desde que eu me conheço por gente. Era tudo muito claro para mim. Lembro quando vi o meu irmão (mais velho) atuar em O Rei e Eu, em Düsseldorf , onde meu pai era gerente de um hotel. Eu tinha 6 anos na época e ainda me recordo de ser tomada por essa experiência, de querer ser parte dela. Por muitos anos depois eu continuei pedindo aos meus pais para me mandarem para a escola de teatro, mas eles queriam que eu tivesse uma educação mais convencional.

Como sua carreira de atriz realmente começou?

Eu esperei terminar a escola e, em vez de me inscrever para a universidade como meus pais esperavam que eu fizesse, me candidatei para todas as principais escolas de teatro de Londres. Todas me rejeitaram e eu me senti acabada. Todos os meus testes deram terrivelmente errado. Então fui trabalhar como garçonete em um pub. Essa experiência me deu a oportunidade de observar e estudar todos os personagens estranhos que frequentavam o bar, especialmente alguns dos homens mais velhos que queriam me pegar, mesmo eu parecendo que tinha 12 anos. (Risos)

Quando eu frequentava a escola, Julian Fellowes foi fazer uma palestra sobre a realização de Gosford Park. Como ele era a única pessoa que eu conhecia que estava no negócio, eu decidi escrever-lhe uma carta pedindo conselhos e ele e sua esposa me convidaram para um jantar e marcaram um encontro com um agente de elenco, Maggie Lunn. Depois disso fui chamada para meu primeiro filme.

O jornalismo do DCM precisa de você para continuar marcando ponto na vida nacional. Faça doação para o site. Sua colaboração é fundamental para seguirmos combatendo o bom combate com a independência que você conhece. A partir de R$ 10, você pode fazer a diferença. Muito Obrigado!