Americanos saem às ruas em protesto pela execução de mulher em operação do ICE

Atualizado em 10 de janeiro de 2026 às 23:43
Manifestantes tomam as ruas de Minneapolis em protesto contra a morte de Renee Good. Reprodução

Milhares de pessoas protestaram em Minneapolis, nos Estados Unidos, neste sábado (10), após a morte criminosa de Renee Nicole Good, de 37 anos, durante uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). Os atos se concentraram na região onde a mulher foi baleada e se espalharam para outras cidades do país.

As manifestações também ocorreram em estados como Kansas, Novo México, Ohio, Flórida e Texas. Organizadores informaram que mais de mil protestos estavam previstos até este domingo (11), todos com críticas diretas à atuação do ICE e às políticas migratórias do governo federal.

Em Washington, manifestantes se reuniram em frente à Casa Branca. Os atos deste fim de semana se somam a protestos iniciados na quarta-feira (7), data em que Renee Good foi atingida por tiros durante a abordagem dos agentes federais.

Renee dirigia um SUV quando foi cercada por agentes do ICE, que tentaram abrir a porta do veículo. Em seguida, o carro se movimentou, houve disparos e o veículo colidiu com um poste. A mulher morreu no local.

O ICE afirmou que um agente atirou em “legítima defesa”. A versão, no entanto, foi contestada por autoridades locais. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, classificou a justificativa apresentada pelos agentes como falsa e questionou a conduta da operação.

Renee Good era poeta, escritora, guitarrista e mãe. Ela morava em Minneapolis com a companheira. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, ampliando a pressão sobre as ações do ICE no país.

Na noite de sexta-feira (9), um protesto em frente a um hotel que hospedava agentes do ICE terminou em confronto. Manifestantes arremessaram gelo, neve e pedras contra policiais. Segundo a polícia local, um agente teve ferimentos leves e 29 pessoas foram autuadas e liberadas.

O Departamento de Investigação de Minnesota anunciou que o estado fará uma investigação própria sobre o caso, após o FBI restringir o acesso às provas. A decisão foi comunicada pela procuradora do Condado de Hennepin, Mary Moriarty, e pelo procurador-geral do estado, Keith Ellison.