
Carlo Ancelotti afirmou que Neymar não está conformado com a reserva na seleção brasileira, mas elogiou a postura do atacante antes do duelo contra a Noruega, pelo mata-mata da Copa do Mundo de 2026. O técnico falou sobre o camisa 10 em entrevista à colunista Mônica Bergamo divulgada nesta sexta-feira (03).
“Ele não está conformado, mas está se comportando muito bem. Está treinando muito bem. Neymar é muito respeitoso, amável e querido pelos companheiros. É um caráter importante na equipe porque tem qualidade e é uma pessoa muito humilde. Estou muito contente com ele”, declarou Ancelotti.
O treinador confirmou que Neymar já tem condições físicas para disputar uma partida inteira. Questionado se o atacante pode jogar 90 minutos, respondeu: “Sim. Ele pode jogar 90 minutos”.
Ancelotti não antecipou em que momento pretende acionar Neymar contra a Noruega. “Quando eu entender que a equipe precisa dele, vou colocá-lo”, disse. O técnico também relatou que muitos jogadores não aceitam ficar no banco e chegam a evitar contato visual com ele no dia seguinte às partidas.
Brasil prepara defesa coletiva para enfrentar Haaland
A seleção brasileira enfrenta a Noruega no domingo (05), em jogo eliminatório da Copa. Ancelotti disse que o Brasil espera uma partida difícil e citou fatores mentais além da estratégia em campo: “Neste ponto da Copa, todas as partidas são duras. Em um mata-mata entram em jogo muitos fatores, não só aspectos técnicos, de estratégia, mas também aspectos mentais”.
O técnico elogiou Erling Haaland, atacante do Manchester City, mas descartou uma marcação individual de Gabriel Magalhães sobre o norueguês. “No aspecto tático, não jogamos com marcação individual. Temos uma defesa coletiva. Obviamente Gabriel está mais posicionado perto dele. Mas a defesa tem de ser coletiva, e não apenas individual”, explicou.
Ancelotti também falou sobre Vini Jr., com quem trabalhou no Real Madrid, e evitou concentrar a responsabilidade em um só nome. “A torcida precisa de um craque. Mas aqui, na seleção, nós não precisamos de um craque. Precisamos de jogadores de alto nível que possam ajudar a equipe”, afirmou. Ele ainda citou Endrick, Vinicius, Estêvão, Militão e Rodrygo como jogadores jovens que imagina no próximo Mundial.
Ao comentar a pressão sobre a seleção, Ancelotti lembrou que o Brasil tenta encerrar um jejum de 24 anos sem título mundial e mencionou sua experiência no futebol. “Eu não sei se entendo ou não de futebol. Mas também ninguém pode julgar se eu entendo ou não. A única coisa certa é que eu já preparei equipes para mais de 1.400 jogos”, disse. Em seguida, resumiu: “É 100% certo que não sou um gênio. Mas é 100% certo que não sou tonto”.