André Valadão: neopentecostais são verdadeiro partido fascista. Por Adriano Viaro

Atualizado em 3 de julho de 2023 às 12:32
Pastor André Valadão. Foto: Reprodução

Bolsonaro não foi além de suas expectativas, pois nunca teve aquilo que o fascismo clássico conseguiu juntar: juventude engajada, partido, símbolos, literatura, autores, bandeiras. Por outro lado, o neopentecofascismo (definição de Renato JUDZ) possui tudo de sobra, e mais: Jesus como sua maior commodity.

O país sofre uma crise de laicidade para além da fragilidade de sua própria democracia: não se debate, não se discute e sequer atua no controle do discurso de ódio mascarado de liberdade religiosa. Os neopentecostais, fanáticos em comportamento e dogma, lançam mão de sua predestinação calvinista para se proclamar, ora reveladores da boa-nova, ora Torquemadas pós-modernos.

O pastor André Valadão, fazendo uso de seus canais de alta ressonância na bolha “cristã-talibã”, convocou seus asseclas para uma investida mortal contra a comunidade LGBTQIAPN+. Segundo o pastor, Deus não pode mais matar e por isso a missão, ou “trabalho sujo”, fica por conta do seu rebanho.

Enquanto não entendermos que o neopentecostalismo representa o “fascismo dogmático”, não conseguiremos tomar as medidas necessárias, ou seja, o enfrentamento civil, político e criminal de todos. Outro pastor calhorda, Silas Malafaia, reverbera em seu canal a indignação com a inelegibilidade de Bolsonaro, pois, apesar do ex-presidente não dispor da estrutura da igreja, serve, ou serviu, como presença fascista nos corredores e espaços da política brasileira.

O neopentecostalismo precisa ser defenestrado de todos os espaços que estiverem para além dos muros de seus templos e seitas. Não há mais solução nem saída. É necessário enfrentar. Do contrário, a nação corre o risco de enamorar-se do fundamentalismo.

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